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Jorge e Mateus são condenados após escândalo com trabalhadores nos bastidores de show; saiba detalhes

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A dupla foi acionada judicialmente após episódios com funcionários nos bastidores de um show  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Andreza Oliveira

por Andreza Oliveira

Publicado em 19/09/2026, às 12h36



A disputa judicial envolvendo a dupla Jorge e Mateus e os profissionais Nathalia Magalhães da Silva e Pedro Henrik Meira da Silva teve um desfecho surpreendente. O caso ganhou destaque no país inteiro após detalhes de uma noite de trabalho, que terminou em ocorrência policial,  serem divulgados. 

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Segundo Alessandro Lo-Bianco, do iG, os profissionais foram contratados para atender a dupla durante a Festa do Peão de Americana. Eles chegaram ao local do evento às 20h, mas só conseguiram entrar no camarim Às 22h35. Pouco tempo depois, foram retirados do espaço sob justificativa de que os artistas precisariam se trocar, e acabaram esperando cerca de quatro horas em um corredor de serviço, sem água ou alimentação. Quando o show começou, durante a madrugada, por volta das 2h28, Nathalia e Pedro perceberam que não seriam mais chamados para o trabalho, o qual foram contratados. 


Ainda conforme o iG, quando a dupla voltou para o camarim, eles encontraram maquiagens e equipamentos revirados, com sinais de uso. Um integrante da equipe teria revelado que a esposa de Jorge foi quem fez a maquiagem dos dois utilizando os produtos deixados pelos profissionais, sem que eles fossem chamados para o serviço. 


A situação foi agravada quando Nathalia questionou o episódio e começou a filmar os próprios materiais. De acordo com a acusação, o produtor Willian Pereira Clemente teria atingido o punho da maquiadora com um soco e arrancado o celular de suas mãos, interrompendo a gravação. Além disso, ela disse que ficou trancada no camarim e impedida de sair até a chegada da Polícia Militar. No outro dia, ela passou por exame de corpo de delito, que constatou lesão corporal. 

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No processo, os profissionais solicitaram o valor de R$150 mil para Nathalia e R$ 50 mil para Pedro. A defesa dos acusados negou o tratamento degradante e a agressão, sustentando que Jorge e Mateus não tiveram contato direto com os profissionais e atribuindo o episódio à equipe. 


Apesar disso, a Justiça reconheceu a ocorrência de tratamento degradante, o uso por exame de corpo de delito, que constatou lesão corporal. Conforme o comunicado dos advogados das vitimas, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve o reconhecimento dos fatos e a responsabilidade solidária dos réus, fazendo apenas um ajuste no valor da reparação.  A decisão não confirma a participação direta dos artistas na agressão, mas reconhece que tinham ciência da contratação  da presença dos autores no local, respondendo, portanto, solidariamente pelos atos da equipe.


Após o julgamento, foi definido que a dupla deve arcar com o pagamento de R$ 50 mil. Fernando Figueiredo, advogado dos profissionais, declarou que "o desfecho confirma que a história foi analisada ao longo de todas as instâncias sob contraditório e ampla defesa, com vídeos, documentos, testemunhas e laudo pericial”. O escritório afirmou que aguarda que a decisão tenha efeito pedagógico sobre a maneira como profissionais contratados para trabalhar nos bastidores de grandes eventos são tratados.

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