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Juliano Cazarré rebate críticas, cita animosidade racial e detona Fabio Porchat: 'Não tem como ensinar ninguém a ser homem'

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Ator Juliano Cazarré se manifesta sobre críticas ao evento 'O Farol e a Forja' e detona Porchat  |   Bnews - Divulgação Reprodução X
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 28/04/2026, às 08h37



A repercussão entre artistas sobre o evento “O Farol e a Forja” levou o ator Juliano Cazarré a se manifestar novamente. Em uma transmissão ao vivo nesta segunda-feira (27), ele respondeu as críticas, comentou o debate nas redes e explicou a proposta do projeto. 

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Durante a live, o ator afirmou que foi impactado pela situação. "Com uma dor na barriga que vem e que volta. É resultado desse estresse aí", disse. 

O encontro, voltado ao público masculino, recebeu posicionamentos contrários de nomes como Claudia Abreu, Marjorie Estiano, Elisa Lucinda, Julia Lemmertz e Paulo Betti. Entre os pontos levantados estão questionamentos sobre a proposta em meio a discussões sobre desigualdade de gênero e violência contra mulheres. 

Ao comentar a repercussão, Cazarré afirmou que o objetivo do evento é discutir questões relacionadas à vida masculina e à família, e disse que o assunto acabou despertando mais interesse do público. 

"A galera disse que o meu evento era machista. Os progressistas, essa turma toda, as feministas estão o tempo todo reclamando de ausência paterna, estupro... Quando eu crio um evento pra gente ter homens melhores, homens fortes, porque quem bate em mulher não é homem forte, é fraco, eles ficam loucos e dão um chilique. Eles lucram com essa divisão. Dividiram o país em brancos contra negros, criam uma animosidade racial. Sempre existiu racismo. Eles jogam homens contra mulheres, gays contra héteros. sabe por quê? Porque quando chega na eleição eles dizem que o Brasil é o país que mais mata mulheres no mundo. Só que eles nunca resolvem. Estamos no quinto governo deles e não resolve", afirmou. 

O ator também citou colegas ao responder às manifestações contrárias. Sobre Paulo Betti, disse: "Muitas dessas pessoas que foram no meu perfil, me conhecem, trabalharam comigo. O Paulo Betti não tinha o que falar. Tem um debate meu com o Paulo Betti em que ele foi perdendo a linha porque ele nunca tinha debatido com uma pessoa tão preparada, em política e economia. E eu fui cordial com ele o tempo todo". 

Ao mencionar Fábio Porchat, que publicou conteúdo ironizando o evento, Cazarré comentou: 

 "Não é um curso, muito menos para ser homem. Se fosse, eu oferecia de graça para o Fabio Porchat, e outro para o Adnet. Mas não tem como ensinar ninguém a ser homem. É um evento, com vários palestrantes, para tratar de vários assuntos. Tô chamando gente que eu admiro porque eu quero ouvir esses caras". 

Cazarré também afirmou que o evento não tem caráter político. "Não é um evento político. Claro que a gente se identifica com um lado. Só por a gente ser cristão, nos jogam para direita”, declarou. Em outro momento, comentou o interesse em torno do encontro e disse que espera presença da imprensa. “Com certeza vai ter jornalista que comprou ingresso e estará lá espionando para soltar uma notinha falando mal". 

O ator ainda respondeu a dúvidas sobre o evento ser pago. "Duvido que terá um pai ruim no nosso evento. Mas estão perguntando por que é de graça. Você come de graça? Bebe de graça? Vou levar os palestrantes em avião de graça?", ironizou.

"Não criei esse evento para ganhar dinheiro, mas a gente sabe como funciona o mundo. Tenho filhos para criar. Quero que meus filhos cresçam em um país com homens bons. Não é homem perfeito, mas homem que fica em pé", completou.

Ao explicar a proposta, ele afirmou que o evento terá palestrantes e vai abordar diferentes temas.

"Eu sou homem. Eu sou pai de meninos e de meninas. Eu olho para o Brasil e o mundo e vejo uma crise silenciosa nos homens. A gente vê crianças crescendo sem pai, homens deprimidos, homens e mulheres viciados em pornografia e masturbação, trabalho compulsivo, o cara quer só ganhar dinheiro. A gente vê um monte de homem sem rumo, sem espiritualidade. A consequência disso tudo, o que que é? Famílias destruídas", afirmou.

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