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Juliano Cazarré se exalta e rebate críticas: “Por que a culpa da violência contra mulher tem que cair no meu colo?”

Reprodução/Redes sociais
No vídeo, Juliano Cazarré defendeu o seu curso “O Farol e a Forja” e rebateu as críticas ao evento e a seu discurso em um debate sobre masculinidade  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Sophia Souza

por Sophia Souza

Publicado em 11/09/2026, às 16h59



Nesta sexta-feira (11), o ator Juliano Cazarré publicou um longo desabafo nas redes sociais rebatendo críticas ao seu curso “O Farol e a Forja”, realizado em julho. Visivelmente exaltado, ele afirmou que o evento foi alvo de interpretações que não correspondem aos conteúdos apresentados na programação. 

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No vídeo, o ator diz que continua sendo alvo de críticas mesmo após a realização do evento e classificou os comentários como “besteira”. Ele também negou que o encontro tenha promovido ideias machistas ou atacado mulheres. 

“Não teve nenhuma palestra no palco que foi masculinista, que falou sobre alguma supremacia dos homens. Nenhuma, nenhuma palestra no palco falou mal das mulheres, zero, nenhuma. Foi uma mentira que vocês inventaram, eu falei o tempo todo que o evento não tinha nada a ver com isso”, declarou. 

Críticas do colega de trabalho 

O pronunciamento também foi uma tentativa de explicar uma controvérsia iniciada em maio deste ano, quando Juliano Cazarré participou de um debate sobre masculinidade. 

Durante a entrevista, ele afirmou que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres”. O ator citou uma estimativa de que 2,5 mil homens eram assassinados por mulheres, enquanto 1,5 mil eram feminicídios. 

O parceiro de trabalho na novela “Três Graças”, Eduardo Moscovis, rebateu a fala de Cazarré, em um bate-papo ao canal do YouTube “Papo Amado”, afirmando que não era adequado comparar a violência sofrida por homens e mulheres sem considerar questões de vulnerabilidade e ameaça. 

Assim, o ator aproveitou o vídeo de desabafo desta sexta para rebater o colega. Cazarré não cita o colega pelo nome, mas deixa pistas ao afirmar que havia feito uma novela com o ator e demonstrar desconforto com a crítica, que veio da entrevista publicada nesta semana.  

Vem um cidadão, um colega de profissão meu falar que o problema é que eu disse um número que os homens matam. O problema não é esse. Se você tá tão bravo com o número de assassinatos de mulheres, em vez de você vir reclamar do Cazarré, que é um cara sozinho, que não pode se defender, que toda hora vocês querem queimar mais a p*rr* do meu filme, porque você não reclama do Ministro da Justiça?”, perguntou Juliano. 

No vídeo, Cazarré ainda comentou que sua intenção não teria sido afirmar que mulheres são mais violentas que homens. “O que eu falei naquele dia foi só um número, eu não fiz esse julgamento que vocês falsamente ficam me atribuindo dizendo: ‘Ai o Juliano disse que as mulheres matam mais’”, afirmou, revoltado.

Ele também voltou a criticar diretamente os colegas que, segundo ele, passaram a questioná-lo por suas declarações. “Por que a culpa da violência contra a mulher tem que cair no meu colo? Eu que sou um pai de família, sozinho, um cara que só saio de casa para trabalhar e volto para cuidar dos meus filhos”, afirmou. 

Cazarré finalizou o vídeo afirmando que vai continuar tratando colegas que discordam dele normalmente, inclusive aqueles que fizeram críticas públicas. “Eu vou continuar tratando vocês bem, eu vou continuar cumprimentando vocês normalmente, porque eu não sou radical, vocês é que são”.

Apoio nos comentários

Apesar das controvérsias, o vídeo contou com vários comentários que defendem e apoiam o posicionamento de Juliano Cazarré. Entre eles está o marido de Claudia Leitte, o empresário Márcio Pedreira. 

O ator tem um histórico de declarações públicas sobre paternidade, casamento e fé. Casado com Letícia Cazarré, com quem tem seis filhos, ele fala sobre a conversão ao catolicismo e a decisão de viver a religião de forma mais intensa, além de defender a responsabilidade masculina. 

Classificação Indicativa: Livre

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