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A campeã do Big Brother Brasil 21 Juliette, de 35 anos, compartilhou nas redes sociais um novo tratamento estético facial que realizou, utilizando esperma de salmão com o objetivo de estimular a regeneração da pele. A ex-BBB decidiu documentar todo o processo, evidenciando as mudanças no rosto e preparando o público para os efeitos temporários do procedimento.
“Vem aí uma cara nova, inchada e vermelha durante uns dias, mas depois vai ficar bom”, avisou, em vídeo publicado nos Stories na última terça-feira (22). A substância, pouco convencional, tem ganhado fama com promessas de rejuvenescimento.
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Os procedimentos feitos pela artista incluíram o uso de ultrassom no rosto, laser de CO₂, bioestimulador de colágeno na região do pescoço e o protocolo com o princípio ativo extraído do sêmen do peixe.
No Brasil, porém, o uso é controverso: a Anvisa libera o ingrediente como cosmético, mas proíbe sua aplicação injetável. Além disso, especialistas explicam que não há evidências científicas que comprovem o resultado estético. As informações são do portal G1.
Independentemente da via de uso, não se trata de aplicar o esperma diretamente no rosto. O ativo de interesse é o polidesoxirribonucleotídeo (PDRN), um DNA extraído dos espermatozoides do salmão.
O PDRN pode ser encontrado em produtos cosméticos ou injetáveis. No Brasil, a versão injetável não tem aprovação da Anvisa.
O que faz o PDRN?
A substância tem como principal promessa estética o rejuvenescimento, mas especialistas alertam que as evidências são limitadas.
O estudo mais robusto sobre o PDRN foi publicado em 2020 na revista Nature, uma das mais respeitadas da ciência, mas não abordava usos estéticos
A pesquisa avaliou o uso do PDRN na cicatrização de feridas em pessoas com diabetes — doença que dificulta a regeneração da pele. Os resultados apontaram que o PDRN ajudou a acelerar a cicatrização, reduzir inflamações e estimular a formação de novos vasos sanguíneos.
A hipótese de uso estético se baseia na ideia de que os mesmos efeitos possam atuar sobre os sinais de envelhecimento. No entanto, não há estudos clínicos sólidos que comprovem isso.
O PDRN é liberado pela Anvisa apenas como cosmético. Ou seja, produtos que atuam na camada superficial da pele. Ele não pode ser usado em procedimentos injetáveis, que são justamente os que mais prometem resultados visíveis.
Apesar disso, é comum ver nas redes sociais a divulgação de tratamentos com microagulhamento ou aplicação direta da substância.
Como isso acontece? Segundo a SBD, algumas empresas registram o PDRN como cosmético, mas comercializam e promovem o uso injetável — uma prática irregular. Produtos cosméticos não precisam comprovar eficácia nem passar por testes clínicos rigorosos como os medicamentos injetáveis.
Em 2024, a Anvisa suspendeu uma dessas marcas, que comercializava o PDRN como cosmético simples. Mesmo assim, a embalagem dava indícios de que o uso pretendido era injetável.
A SBD chegou a emitir um comunicado alertando os médicos sobre o risco legal e sanitário de aplicar esse tipo de substância sem respaldo técnico.
No Instagram, Juliette relatou que seu rosto ficou bem inchado após o tratamento. Na manhã da quarta-feira (23), Juliette retornou aos Stories e exibiu o resultado:
“É que antes da beleza vem a humilhação! Ele [o médico dermatologista] disse que eu ia acordar igual a um baiacu… então temos um baiacu! Tá tudo muito inchado!”
Ela disse que está aplicando bepantol no local e descreveu a sensação nos primeiros dias: “ontem ardeu e hoje nem tanto”.
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