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Em um relato cheio de emoção, a cantora Lexa, em entrevista ao Fantástico, abriu seu coração para compartilhar os desafios e a dor que vivenciou durante sua gestação. A artista e seu marido, Ricardo Vianna, falaram sobre a luta contra a pré-eclâmpsia e a perda da filha, Sofia, que morreu três dias após seu nascimento. As informações são do portal G1.
"Beirei a morte tentando salvar minha filha", desabafou Lexa, explicando como enfrentou a condição grave e perigosa de saúde durante a gravidez.
"O médico entrou e falou assim, olha, eu preciso te falar isso, mas na medicina a gente sempre vai escolher a mãe. E aí eu falei, eu vou até o meu limite, se possível. E eu realmente beirei a morte tentando salvar minha filha", contou.
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A gestação foi um sonho esperado por Lexa e Ricardo, que compartilharam com o público a notícia da gravidez em outubro do ano passado.
"Foi um sonho muito calculado, muito quisto e muito mentalizado. Não foi uma criança que, ai, foi um susto, foi sem querer, ai, eu não queria... não, eu queria muito", afirmou a cantora, que seguiu o pré-natal rigorosamente.
Após preocupações com sua pressão arterial, Lexa foi diagnosticada com pré-eclâmpsia e internada às 24 semanas de gestação, na Maternidade Santa Joana, em São Paulo. A doença, que é caracterizada pelo aumento da pressão arterial e pode afetar órgãos vitais, como rins, fígado e cérebro, fez com que a artista passasse por dias de luta intensa para tentar segurar a gestação.
"Eu estava ali lutando, semana a semana, para segurar a gestação, porque eu sabia que quanto mais tempo da Soso na minha barriga, era uma possibilidade de vida dela", disse Lexa, que enfrentou 17 dias internada, sendo quatro deles na UTI.
Infelizmente, Sofia nasceu com complicações graves, incluindo rins e fígado comprometidos, e logo após o parto, foi entubada.
"Essa dor, a impressão que eu tenho é que não vai ter um dia da minha vida que eu não vá chorar. É muito difícil", desabafou o marido de Lexa, Ricardo Vianna, que também compartilhou a dor de ver a filha entubada e não poder fazer nada para aliviar a situação.
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"Eu fiz tudo o que eu podia. Porque, às vezes, a gente quer se culpar, de alguma maneira, mas eu parei, às vezes, pensando, não tinha mais o que eu fazer. Não tinha mais", relatou Lexa.
A pré-eclâmpsia, uma das principais causas de morte materna no Brasil, tem se mostrado difícil de detectar em algumas mulheres, especialmente aquelas que não apresentam fatores de risco evidentes. O acompanhamento médico constante, com um pré-natal adequado, é fundamental para identificar possíveis complicações e garantir a saúde da mãe e do bebê.
Embora a dor seja imensa, Lexa compartilhou sua esperança de seguir em frente, mesmo em meio ao luto.
"Eu tô vivendo a minha dor e ela é grande, mas ela parece não ter fim. Mas é um processo e eu acho que daqui a pouco eu preciso juntar meus cacos, meu quebra-cabeça sem peça e continuar. Voltar a fazer o meu trabalho, voltar a fazer o que me faz feliz também, né?", disse, com a promessa de que a luta pela vida e pela memória de Sofia continuará.
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