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Líder de Pacto Global da ONU é acusado de favorecer DJ Alok; saiba detalhes

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O DJ Alok teve seu nome citado em uma proposta para receber dinheiro da ONU  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Instagram

Publicado em 17/11/2024, às 09h37   Cadastrado por Franciely Gomes



Alok teve seu nome envolvido em uma polêmica com a Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo com informações do ‘UOL’, o DJ foi acusado de ser favorecido por Otávio Toledo, diretor do Pacto Global da ONU no Brasil, recebendo valores exorbitantes para realizar apresentações. 

De acordo com dados contidos nos documentos divulgados pelo portal, o nome do artista foi citado durante a proposta da campanha “All Amazônia”, que destacou o projeto “Futuro Ancestral” e listou os valores milionários que seriam destinados às apresentações dele, caso a proposta fosse aprovada.

Dentre os valores, estavam: R$ 9 milhões para apresentações na ONU Climate Week e no Grammy; R$ 8 milhões para um evento identificado como "The Esphere (2025)"; R$ 2,5 milhões para produção de um documentário e "mídia" na TV Globo; R$ 1,5 milhão para "digitalização dos álbuns indígenas";  e R$ 1,5 milhão para "turnê no Brasil em 5 capitais".

Vale lembrar que o famoso realizou o show "O Futuro é Ancestral" no alto do prédio da ONU em Nova York, enquanto ocorria a 77ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em 2022, que custou o montante de R$ 2,6 milhões, como informa o relatório da auditoria Grant Thornton.

Na ocasião, ele lançou ‘O Fundo Ancestrais do Futuro’, projeto que visa impulsionar estas comunidades indígenas em  áreas como: produção de música, games, cinema e comunicação web 3.0, formação de jovens indígenas na tecnologia e "uso de tecnologia para o bem viver nas aldeias".

Indignados com a proposta de destinação de verbas, profissionais do Pacto Global da ONU enviaram uma denúncia ao MPT (Ministério Público do Trabalho), alegando que Otávio Toledo tem usado a instituição para beneficiar outras organizações, como o Instituto Alok,  e firmar acordos sem contratos ou memorandos.

Um das testemunhas do caso informou que há falta de transparência e uma tentativa das empresas em melhorar a imagem pública usando indevidamente a marca "ONU".  Na prática, a organização finge que a empresa está engajada, fazendo a empresa melhorar a imagem, mas não ocorrem mudanças estruturalmente.

Ainda segundo o UOL, um novo documento foi lançado pelo diretor, retirando o Instituto Alok da proposta oferecida ao Banco do Brasil, que visa arrecadar R$ 66 milhões para o projeto Pacto, que é uma iniciativa das Nações Unidas para engajar empresas no desenvolvimento sustentável. 

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