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A família de João Rebello, ex-ator mirim da Globo que morreu em outubro deste ano, ainda busca respostas sobre os responsáveis pelo assassinato. Além da dor da perda, os familiares afirmam que enfrentam julgamentos públicos que sugerem que o artista teria se envolvido com atividades criminosas, em Porto Seguro, na Bahia. Em um desabafo nas redes sociais, Maria Rebello, mãe de João, utilizou um informe da Polícia Civil da Bahia para negar as acusações.
“Para quem ainda não entendeu e julga meu filho: 'A Polícia Civil da Bahia informa ao público que, em relação ao crime ocorrido no dia 24/10/2024, que vitimou fatalmente João Rebello Fernandes, está tomando todas as medidas legais cabíveis para apurar as circunstâncias e a autoria do crime. A investigação tem demonstrado a impossibilidade de qualquer envolvimento da vítima em atividades criminosas. Com respeito à vítima e aos familiares, reafirmamos o compromisso de fornecer as informações. Seguimos à disposição'”, escreveu Maria, em um story no Instagram, exibindo a nota oficial da polícia datada de 26 de outubro.
Maria também compartilhou várias fotos com seu irmão, o diretor Jorge Fernando (falecido em outubro de 2019), com seus filhos e outros familiares, e deixou claro seu posicionamento: “Minha família é de artista. Não é de bandido.”
João Rebello morreu após ser atingido por diversos tiros, no carro dele, no dia 24 de outubro, no centro de Trancoso, um dos destinos turísticos mais procurados do país. Ele estava sozinho no veículo e morava na cidade com a esposa, Karine Santana, levando uma vida como DJ.
Suspeito se entregou
Em início de novembro, a Polícia Civil da Bahia prendeu Wallace Santos Oliveira, conhecido como “WL”, um dos suspeitos de matar João Rebello. Segundo a polícia, a defesa de Wallace negociou sua entrega à polícia. A polícia ainda realiza buscas por outros dois suspeitos, Felipe Souza Bruno, o “Zingue”, e Anderson Nascimento Sena, o “Danda”.
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Viúva também fez desabafo
Karine Santana, viúva de João Rebello, também se manifestou nas redes sociais para responder a comentários invasivos e questionamentos sobre o passado do marido.
“O corpo do meu amado ficou ali, exposto por mais de 4h. Enquanto pessoas tiravam fotos… chegavam em mim e falavam mal dele sem nem o conhecerem… Me atacavam por nada. As pessoas só me perguntavam se ele era traficante ou se estava tendo um caso com a mulher de alguém. Isso me gerou muita paranoia, tive crises de ansiedade pensando que ele poderia ter uma vida paralela enquanto estávamos juntos (...). Sofri a morte do meu melhor amigo, do meu companheiro de jornada, do meu amor. E sofri a violência do ataque contra a reputação de uma pessoa que nem deveria estar naquela situação. Mataram um inocente", desabafou Karine.
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