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Maju Coutinho desabafa sobre pressão para ter filhos e revela medida adotada aos 46 anos

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Maju Coutinho desabafa sobre pressão da maternidade durante programa "Saia Justa"  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes sociais @majucoutinhoreal
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 14/11/2024, às 11h11



A jornalista Maju Coutinho, de 46 anos, desabafou sobre a pressão que sentiu durante toda vida para se tornar mãe.  Durante o programa "Saia Justa", a comunicadora refletiu sobre o desejo e revelou já ter congelado óvulos. "É difícil separar o que é genuinamente uma vontade do que é pressão", declarou.

Na conversa com Eliana Michaelichen, Tati Machado, Bela Gil e Rita Batista, na quarta-feira (13), a apresentadora do Fantástico comentou sobre como é complicado conseguir conciliar a carreira com a maternidade.

"Eu não fechei as portas, né? Eu já disse que não sei se quero, já tive dúvida, já disse que não queria, já repensei. O mais legal quando eu disse que não queria, que causou um furor, é que eu pude me ouvir. Quando você silencia, fala: 'eu não quero', as pessoas param de falar e você consegue entender o que você realmente quer. O mais difícil é separar o que é genuinamente uma vontade e o que é pressão de uma cultura que diz que eu tenho que ser mãe", refletiu.

Maju também deu o exemplo de Glória Maria que decidiu ser mãe quando sentiu vontade. "E aí foi mãe, e foi feliz", declarou a apresentadora, reflexiva. A jornalista compartilhou que congelou óvulos.

"Eu congelei óvulos, mas a sociedade não está preparada. Você tem que tomar aquelas injeções. Só que você tem que ir de acordo com o seu corpo, e às vezes você tem que tomar a injeção no trabalho. E ninguém sabe. E você pensa: 'eu vou falar, o chefe vai pensar que eu vou querer engravidar. Agora que eu já estou ascendendo na carreira'. Eu vivi esse dilema. Porque o remédio para congelar os óvulos, você tem que tomar na hora que o seu corpo diz, que o seu ciclo diz... Não é o horário que o seu trabalho diz", acrescentou.

"Pode ser em qualquer horário. E a sociedade não está preparada, você não tem um abraço para essas [horas]. 'Olha, vem cá, abre o jogo, pode abrir, você não está sozinha'", finalizou.

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