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Malu Verçosa dá detalhes da decisão judicial sobre bloco de Daniela Mercury: "Lastimável"

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O circuito Barra-Ondina é palco de uma disputa entre blocos, com Daniela Mercury lutando para que o Bloco Crocodilo abra o evento novamente  |   Bnews - Divulgação Foto: Reprodução / Tiago Di Araújo / BNews

Publicado em 15/02/2026, às 20h53   Tiago Di Araújo e Natane Ramos



O circuito Barra-Ondina, um dos mais populares do Carnaval de Salvador, virou palco de uma rixa envolvendo os blocos que passam pela região. Como no caso de Daniela Mercury, que tenta há 10 anos fazer com que o Bloco Crocodilo volte a abrir o evento, assim como há 30 anos atrás, na estreia do circuito.

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Neste domingo (15), o BNews marcou presença na coletiva de imprensa do Carnaval Salvador com Daniela. Malu Verçosa, esposa da cantora, abriu o jogo sobre a decisão da Justiça da Bahia de voltar atrás após permitir que o bloco de Mercury fosse o primeiro a sair no circuito, declarando que não pretendia recorrer.

"A gente não vai recorrer da decisão porque essa judicialização que a gente fez agora foi no plantão judiciário. O que a gente vai fazer a partir de agora é primeiro tentar de novo o diálogo com o Comcar e com o Saltur, porque eu venho tentando aí ao longo do tempo", relatou Malu.

A esposa de Mercury ainda reforçou que tentou contato quando saiu a publicação da ordem dos blocos, mas não foi atendida. "A única solução que a gente tinha era entrar com uma ação na justiça que eu acho lastimável, porque somos colegas, todo mundo sabe a história, todo mundo sabe o que aconteceu, como aconteceu, tá tudo registrado", relatou.

Verçosa reforça que a antiguidade do trio sempre foi algo a ser avaliado quando o assunto era a abertura do Carnaval. A jornalista reforça como outros blocos estão assumindo esse espaço "sem nenhum critério. "outros blocos foram entrando sem nenhum critério. Não é assim. Antes o carnaval começar às 17 horas da tarde, vocês devem lembrar. Agora o carnaval começa às 15 horas da tarde. Ou seja, a gente quando sai às 20 horas, significa que já aconteceu de tudo no circuito", explicou.

"Se eu fosse a primeira da fila, que é o meu direito, eu já estaria desfilando, certo? Já estaria chegando lá em Ondina. Então, isso implica não apenas em um posicionamento estratégico para o artista, mas também para a cidade de Salvador. Porque é importante ter ela em horários que sejam nobres", destacou.

Malu relembrou como Daniela estreou a primeira pipoca com seus próprios recursos. "Cada ano a gente tá sendo empurrada para mais tarde. Então, qual é o critério? Se não é antiguidade, se não é a presença no circuito. Qual é o critério? A gente tem que definir quais são os critérios", questionou.

A produtora reforçou que está aberta ao diálogo, mas reforça o direito do Bloco Crocodilo em abrir o Carnaval de Salvador pela necessidade de manter a tradição viva. "Tem interesses e a gente é de boa, se quiser conversar, vai ser a primeira da fila, o Olodum quer sair primeiro, tá tudo bem. A Ivete tem compromisso, não tem problema, mas há de se reconhecer o direito e o lugar do bloco Crocodilo que está há 30 anos desfilando neste circuito que não existia com o mesmo nome, com a mesma atração. Que bloco a gente tem fazendo isso aqui neste circuito? Nenhum", pontuou.

"Então, a gente tem que ver os pesos e as medidas e a razão porque isso acontece. E não foi por falta de tentativa de diálogo", concluiu.

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