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Mansão de influenciador Buzeira tinha 'bunker' com fuzis, pistolas e carregadores, diz PF

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Buzeira foi preso durante operação que apura esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 15/10/2025, às 07h29



Um verdadeiro arsenal de armas foi encontrado pela Polícia Federal (PF) em uma espécie de bunker na mansão do influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, preso na manhã de terça-feira (14) durante uma operação que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas.

De acordo com a PF, foram encontrados fuzis, pistola, carregadores, mira holográfica, radiocomunicadores e uma farda igual à do Centro de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal. Havia também armas semelhatantes as de airsoft. 

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Armas
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Todas as armas apreendidas estavam registradas no nome de Buzeira, que tinha autorização para comprá-las como colecionador, atirador e caçador (CAC). Elas, no entanto, não serão devolvidas enquanto não foem analisadas. A PF deve pedir a cassação do registro.

Envolvimento com esquema criminoso

As investigações apontam que Buzeira é ligado ao empresário Rodrigo Morgado, que, segundo a PF, administrava o financeiro do esquema criminoso e favoreceu o influenciador. Os valores teriam sido direcionados para o setor de apostas eletrônicas, as chamadas BETS.

A Operação Narco Bet, deflagrada nesta terça-feira (14), é um desdobramento da Narco Vela, que mirou a repressão ao tráfico de entorpecentes por via marítima, a partir do litoral brasileiro. 

De acordo com a polícia, o grupo usava criptomoedas e enviava recursos para contas no exterior para tentar esconder a origem do dinheiro ilícito.

Foram expedidos onze ordens de prisão e 19 mandados de busca e apreensão em quatro estados brasileiros: São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Carros de luxo importados, joias e dinheiro em espécie estão entre os itens apreendidos. 

As medidas judiciais incluem ainda o bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 630 milhões.

Os alvos da operação poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, com indícios de atuação transnacional.

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