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Marcos Mion apaga post em defesa de Léo Lins após críticas; saiba motivo

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Léo Lins foi condenado a mais de oito anos de prisão por incitar preconceito e discriminação em suas piadas.  |   Bnews - Divulgação Reprodução Instagram
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 06/06/2025, às 12h52



Marcos Mion, 45 anos, apagou uma publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (5), depois de se envolver em uma polêmica ao sair em defesa da liberdade de expressão de Léo Lins, 42. Condenado por crimes de discriminação, o humorista foi alvo de comentários do apresentador da Globo, que admitiu discordar do estilo adotado por Lins, mas disse que censura “nunca é boa”. As informações são do portal Folha de São Paulo. 

“Censura nunca é boa, independentemente do contexto”, escreveu Mion em uma nova postagem, publicada após a repercussão negativa. Ele afirmou que sua intenção era criticar o cerceamento da liberdade artística, “mesmo quando os conteúdos são absurdos”. 

Na publicação original, Mion lembrou que Léo Lins foi redator do programa Legendários, na Record, e elogiou seu talento criativo: “Eu adorava seus textos, suas ideias. Ele escrevia bases muito boas para as minhas análises de programas e novelas”. 

Apesar do reconhecimento, o apresentador fez questão de deixar claro que não concorda com o rumo que o humorista tomou.

“Dentro da sua enorme capacidade e genialidade, ele optou pelo caminho do humor ofensivo, do escárnio, do choque e da absoluta falta de respeito. Eu não gosto e não respeito esse tipo de humor. Mas ele existe.” 

Mion também contou que já discutiu publicamente com Lins no passado, especialmente por piadas sobre autismo — tema que o afeta diretamente como pai de uma criança autista. “O que ele escreve é m*rda e já falei isso brigando com ele nas redes”, disse. 

Mesmo assim, reforçou que não defende a censura: “Escrevi que discordo e não respeito o que ele faz. Em nenhum momento falei que esses absurdos são a genialidade dele. Isso que defendi: que censura nunca é boa. Mas eu não conheço todos os textos dele. Se configuram crime, como escrevi, foi a escolha dele.” 

Léo Lins foi condenado na terça-feira (3) a oito anos e três meses de prisão pelos crimes previstos no artigo 20 da Lei do Racismo e no artigo 88 do Estatuto da Pessoa com Deficiência, por incitar preconceito e discriminação contra pessoas com deficiência e por razões de raça, cor e etnia. 

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