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Marcos Oliveira, o Beiçola, reclama “falta de sexo” no Retiro dos Artistas; instituição reage

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Ator de 69 anos criticou rotina no local e gerou resposta oficial do Retiro dos Artistas, que contestou  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Veja/Redes Sociais
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 26/03/2026, às 09h15



O ator Marcos Oliveira, conhecido pelo personagem Beiçola em ‘A Grande Família’, de 69 anos, teceu críticas ao Retiro dos Artistas, onde vive há cerca de um ano. Entre os pontos levantados, ele mencionou dificuldades de convivência com outros moradores e a ausência de uma vida sexual ativa no local.

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O ator relatou incômodos com o comportamento coletivo no dia a dia, especialmente durante as refeições. “Viver aqui é ótimo, só que tem que se adaptar. Aqui não tem uma conduta geral para conviver. E aí você vai e aguenta. Na hora do almoço, é uma refeição que eles falam pra caralh*. Gritam, a relação deles é gritar”, disparou, em entrevista à Veja.

Ele também criticou a postura de outros residentes e o ambiente social. “É uma coisa meio… Eu falo assim: ‘você pode sair da favela, mas a favela nunca sai de você’. O comportamento é muito mal-educado. Então eu fico quieto, vou lá, aguento numa boa, mas aqui, depois dos 70, 80 anos, não tem mais respeito, então f*da-se, deixa o pessoal falar”, afirmou.

Outro ponto levantado por Marcos Oliveira foi a questão da vida sexual na terceira idade, que, segundo ele, não é discutida no local. “A gente, que é mesmo que é velho, a sexualidade existe. No inconsciente, à noite, você tem desejos sexuais noturnos. E isso não se toca no assunto, porque velho é para não sentir mais prazer, para não ter mais relação”, completou.

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Retiro dos Artista se pronuncia

Diante da repercussão, o Retiro dos Artistas se manifestou por meio de nota oficial. A instituição afirmou que as declarações foram “infelizes” e não representam a realidade da maioria dos moradores.

“Sobre as recentes declarações do residente Marcos Oliveira, entendemos que foram infelizes e não refletem a realidade da maioria dos nossos residentes. Ainda assim, é importante reconhecer que nem toda pessoa que precisa de ajuda se sente confortável em estar em uma posição de vulnerabilidade”, diz um trecho.

O abrigo também destacou que acolhe mais de 50 residentes, cada um com sua própria história. “Seguimos assumindo nossos acertos e falhas, com o compromisso de sempre evoluir. Reforçamos ainda que todos os residentes possuem livre arbítrio para estar aqui, podendo ir e vir quando desejarem”, concluiu.

Classificação Indicativa: Livre

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