Entretenimento
por Sophia Souza
Publicado em 14/09/2026, às 17h08
O Ministério Público Eleitoral de Alagoas instaurou, nesta segunda-feira (14), um procedimento para investigar a possível prática de coação eleitoral praticada pelo influenciador Rico Melquíades contra funcionárias.
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O Ministério Público informou que encaminhará o caso à Polícia Federal (PF) para investigação na esfera criminal, baseado numa possível incidência do artigo 301 do Código Eleitoral.
O artigo em questão define como crime o uso de grave ameaça ou violência para coagir alguém a votar ou não votar em algum candidato ou partido. A pena prevista é de até quatro anos de reclusão, além de multa.
Para o procurador regional eleitoral em Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, a conduta de Rico Melquíades viola a liberdade de escolha do eleitor e não pode ser admitida no ambiente de trabalho. O MP também informou que levará o caso para a Justiça Eleitoral.
No último sábado (12), o influenciador publicou um vídeo em que questiona o posicionamento político das funcionárias e afirma que “não quer petista dentro de casa”.
“Não quero petista aqui dentro também. Você é PT, Manuela? Responda. Você vai ser PT, Manuela? Está demitida. Traga a sua carteira. Vai para a rua, viu? Pode trazer a sua carteira”, disse o influenciador no vídeo.
Manuela responde aos questionamentos com um “aham”. Outra funcionária, que não teve o nome revelado no vídeo, afirmou que era petista, mas que, por conta do trabalho, desistiu de apoiar candidatos do partido.
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