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Ministério Público pede a prisão de influenciadora famosa por desvio milionário em campanhas beneficentes

Imagem Ministério Público pede a prisão de influenciadora famosa por desvio milionário em campanhas beneficentes
A Influenciadora teria desviado mais de R$ 13 milhões que seriam destinados a caridade  |   Bnews - Divulgação
Andreza Oliveira

por Andreza Oliveira

Publicado em 26/11/2025, às 17h52



O Ministério Público de Milão, na Itália, solicitou a condenação da influenciadora Chiara Ferragni, que acumula mais de 28 milhões de seguidores nas redes sociais. A entidade pediu que ela cumpra 1 ano e 8 meses de prisão, alegando que a famosa teria desviado 2,2 milhões de euros, o que seria correspondente a R$13,7 milhões, de campanhas beneficentes. 


De acordo com a agência Ansa, Chiara é uma das influenciadoras mais conhecidas na Itália, em seu perfil ela compartilha sua rotina,viagens e dá dicas de moda. A famosa está sendo acusada de fraudar ações beneficentes e desviar valores que seriam destinados à caridade. 


Conforme os  procuradores Eugenio Fusco e Cristian Barilli, a loira enganou seguidores e consumidores, obtendo o lucro milionário da venda de pandoros, uma espécie de doce natalino típico da Itália, e ovos de Páscoa. De acordo com a acusação, os produtos foram falsamente associados a ações de caridade. 


O conteúdo, que era comercializado entre 2021 e 2023, carregavam a imagem da influenciadora. A promessa era que o faturamento da venda dos doces seriam revertidos para um hospital infantil e uma ONG voltada a menores com deficiência. 


No entanto, o MP da Itália indicou no pedido que as doações foram realizadas às entidades antes mesmo das campanhas serem iniciadas e com valores inferiores ao que foi arrecadado na sequência.


Chiara diz ser inocente. Diante da polêmica, ela fez a doação de 1 milhão de euros, cerca de R$ 6,2 milhões, ao hospital e 1,2 milhão de euros, aproximadamente R$ 7,5 milhões, à ONG. A loira também fechou um acordo para ressarcir as pessoas que foram afetadas com o episódio. “Nós fizemos tudo de boa fé, ninguém lucrou com isso”, disse a influenciadora em declaração no tribunal nesta terça-feira (25). 

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