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Mulher com seios que não param de crescer revela como transformou situação após ideia de colega de trabalho

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Summer Robert compartilha sua luta contra a macromastia e como a aceitação mudou sua vida e visão sobre o próprio corpo  |   Bnews - Divulgação Arquivo Pessoal
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 05/03/2026, às 08h43 - Atualizado às 08h50



Durante anos, a escocesa Summer Robert desejou esconder o próprio corpo. Hoje, porém, a jovem, de 28 anos, afirma ter encontrado confiança justamente após um episódio humilhante que viveu no trabalho.

Natural da Escócia, ela foi diagnosticada com macromastia, uma condição rara caracterizada pelo crescimento excessivo das mamas. Com 1,49 m de altura, Summer atualmente usa sutiã de tamanho R, uma numeração considerada extremamente rara. A medida está muito acima dos padrões normalmente vendidos em lojas convencionais, inclusive no Brasil.

Segundo ela, o problema começou ainda na infância, mas demorou anos para ser identificado. Summer conta que procurou médicos diversas vezes durante a adolescência, mas nenhum profissional apontou a existência de uma condição específica.

“Eu tinha cerca de 13 ou 14 anos quando comecei a procurar ajuda. Mas sempre ouvi a mesma coisa: que era apenas puberdade ou que eu precisava emagrecer”, relatou em entrevista à revista People.

A falta de informação sobre a doença também dificultou o diagnóstico. Quando finalmente recebeu a confirmação, há cerca de três anos, ela afirma que o médico chegou a entregar apenas uma página impressa da Wikipedia para explicar o que era a macromastia.

Crescimento começou ainda na infância
O crescimento dos seios aconteceu em etapas ao longo da vida, muitas vezes ligado a alterações hormonais. Em apenas um ano, por exemplo, Summer afirma que passou por um aumento de 11 números de sutiã.

O impacto começou cedo. Aos oito anos, ela já usava tamanho C (entre 40, 42 e 44). Desde então, a jovem diz que passou a lidar com comentários invasivos, assédio nas ruas e uma constante sexualização do próprio corpo.


Em uma das situações que mais a marcaram, Summer afirma ter sido retirada de um parque temático por causa da roupa que usava. Segundo ela, a peça era uma blusa de manga comprida, mas alguém reclamou por causa do tamanho de seu busto.

“Disseram que eu precisava cobrir o peito. Mandaram eu buscar um casaco grande para esconder”, contou.

Impactos na vida cotidiana
Além das críticas, a condição também traz dificuldades práticas. Encontrar roupas adequadas é um desafio constante, principalmente por causa da baixa estatura e do corpo pequeno.

Ela afirma ainda que sente dores frequentes nas costas e enfrenta limitações para praticar exercícios físicos. Summer chegou a procurar especialistas para uma cirurgia de redução de mama, mas os médicos alertaram que, no caso dela, o tecido pode voltar a crescer com o tempo.

Episódio no trabalho mudou tudo
A virada na vida da jovem aconteceu há cerca de dois anos, quando ela trabalhava em um restaurante. Em um turno longo, já perto do fim do expediente, dois clientes começaram a fazer comentários ofensivos sobre seu corpo.

Segundo Summer, os homens passaram a falar abertamente sobre o tamanho de seus seios enquanto ela os atendia.

Mesmo após pedir respeito diversas vezes, as provocações continuaram. Em determinado momento, os clientes chegaram a compará-la com a cantora Dolly Parton, conhecida pelo busto volumoso.

Cansada da situação, ela decidiu expulsar os dois do local com ajuda do chef do restaurante.

Ideia surgiu após conversa na cozinha
Depois do episódio, Summer foi para a cozinha do restaurante e acabou chorando por vários minutos. Foi nesse momento que o chef sugeriu algo inesperado: criar uma página em uma plataforma adulta para transformar a atenção que recebia em renda.

A ideia inicial a deixou surpresa, mas acabou mudando sua forma de enxergar o próprio corpo. Ela criou então uma conta no OnlyFans e decidiu usar como nome justamente o apelido que os clientes haviam usado para provocá-la.

Nova fase e autoestima
Anos depois, a plataforma se tornou sua principal fonte de renda. Segundo Summer, o trabalho permitiu conquistar independência financeira e também melhorar a relação com o próprio corpo.

“Passei anos achando que meu corpo era algo estranho ou errado”, afirmou. “Depois disso percebi que não tenho culpa por ser assim e que muitas pessoas enxergam beleza nisso.”

Para ela, a mudança representou um ponto de virada. “Foi como acender uma luz na minha cabeça”, disse.

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