Entretenimento
Quase uma semana após ser presa em São Paulo durante a Operação Vérnix, a influenciadora e advogada Deolane Bezerra decidiu se pronunciar publicamente sobre o caso. A declaração foi divulgada nesta terça-feira (26) por meio de uma carta publicada nas redes sociais de sua irmã, a advogada Dayanne Bezerra.
No texto, Deolane afirma ser inocente, nega qualquer envolvimento com organizações criminosas e diz estar sendo perseguida há anos por conta da sua exposição pública e influência nas redes sociais.
Ver essa foto no Instagram
A influenciadora também rebate pontos da investigação e afirma que a prisão aconteceu sem que ela tivesse sido ouvida anteriormente pelas autoridades.
“Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor”, declarou.
Na carta, Deolane afirma que a investigação menciona um depósito de R$ 24,5 mil recebido por ela como honorários advocatícios e reforça que a informação consta no próprio inquérito policial.
Ela ainda afirma que foi surpreendida pela operação policial dentro de casa. “Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de 4 anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto”, escreveu.
A influenciadora também negou informações divulgadas sobre possuir dezenas de empresas registradas em seu nome. “É mentira que tenho 37 empresas em meu nome. Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial”, afirmou.

Veja a carta na íntegra
“Bom dia, Brasil, de novo! Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Isso já dura mais de cinco anos, afinal até pela morte do Kevin eu fui acusada.
Sobre esse processo gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como advogada). Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito.
Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão. Além do mais, desde o ano de 2022 venho sendo citada em reportagens midiáticas com tons ameaçadores e em momento algum fui chamada para prestar esclarecimentos sobre esse caso.
Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de 4 anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos.
É mentira que tenho 37 empresas em meu nome. Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida.
Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos nãos para manter meus princípios e minha ética.
Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor. Que segue de cabeça erguida acreditando na Justiça.
Conto com as orações e o apoio de quem sempre esteve comigo. Mais uma vez, vocês não irão se arrepender. Um beijo a todos! Fé, já estou por aí esperando a próxima injustiça a ser combatida.
Vocês não soltem a minha mão, não viu?
Deolane Bezerra
(carta ditada por Deolane para irmã e advogada Dayanne Bezerra)”
Entenda a operação
A prisão de Deolane aconteceu durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo em conjunto com a Polícia Civil. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Entre os alvos da operação estão nomes apontados como integrantes ou familiares ligados à facção criminosa, incluindo pessoas associadas a Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Segundo os investigadores, empresas e terceiros teriam sido usados para movimentar recursos considerados suspeitos. A apuração também aponta que Deolane recebeu transferências financeiras investigadas entre 2018 e 2021.
Até o momento, a defesa da influenciadora sustenta que todos os valores recebidos possuem origem lícita e relação com atividades profissionais exercidas por ela como advogada e empresária.
Classificação Indicativa: Livre
Tiago Di Araújo
iPhone barato
Samsung top
Lançamento com desconto
Congresso Internacional
cinema em casa