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Ney Matogrosso expõe bastidores do Secos e Molhados

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A Imperatriz Leopoldinense homenageará Ney Matogrosso e o Secos e Molhados em seu desfile no Carnaval de 2026, celebrando seu legado.  |   Bnews - Divulgação Reprodução: YouTube/Só se for Agora Podcast
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 10/09/2025, às 08h20



Mais de quatro décadas após o fim do Secos e Molhados, Ney Matogrosso ainda guarda lembranças da passagem pelo grupo que revolucionou a música brasileira nos anos 70. Em entrevista ao podcast Só se for Agora, comandado por Jorge Perlingeiro, o cantor revelou os conflitos que levaram à sua saída em 1974 e contou detalhes curiosos da tentativa de substituí-lo. 

O artista explicou que as divergências começaram quando o combinado financeiro inicial deixou de ser cumprido. 

" Nós nos desentendemos, a questão era dinheiro. Porque o nosso acerto inicial era assim: que todo dinheiro que entrasse seria dividido entre os três igualmente. Isso no tempo do romantismo, né? E quando a coisa começou a acontecer, não foi isso", afirmou. 

Diante da situação, Ney chegou a pedir uma compensação maior, já que era o rosto e o corpo à frente das apresentações. 

"Eu disse: ‘Tá bom, então vocês me paguem um pouquinho mais, porque sou eu que fico ali pelado me requebrando, né?’ ‘Ah, não, não pode isso’. ‘Tá bom. Então tá. Vocês sigam a vida de vocês, eu vou seguir a minha’", recordou. 

Tentativa de substituição 

Após a ruptura, os demais integrantes tentaram manter o grupo com outro vocalista. Ney revelou como o processo foi feito e ironizou a situação. 

"Teve um coitado que prendiam ele num quarto me ouvindo para cantar igual a mim. Parecia, mas não era eu", disse. Segundo ele, parte do público até se confundia: "E aí as pessoas dizem assim: ‘Nossa, adoro sua música nova!’. Eu dizia: ‘Não é minha! Não sou eu!’". 

Identidade estética e legado 

Questionado sobre a semelhança com o Kiss, Ney negou que houvesse qualquer inspiração direta na banda americana. Para ele, a estética do Secos e Molhados nasceu de sua própria experiência e ganhou vida nos palcos brasileiros. 

A saída do grupo abriu espaço para a carreira solo, marcada por liberdade artística e por uma identidade visual única. Esse legado será celebrado no Carnaval de 2026: a Imperatriz Leopoldinense vai homenagear Ney Matogrosso e o Secos e Molhados em seu desfile. 

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