Entretenimento
Wagner Moura voltou a comentar sobre política e polarização durante participação no programa Conversa com Bial, da TV Globo. Em uma entrevista gravada em Atenas, na Grécia, o ator fez um desabafo sobre os ataques que recebe por seus posicionamentos públicos e afirmou que gostaria de construir um diálogo com pessoas da direita.
A declaração aconteceu enquanto o artista comentava os temas abordados na peça "Um Julgamento", atualmente em turnê. Segundo ele, a tolerância continua sendo um dos pilares da democracia, mas a convivência entre opiniões diferentes tem se tornado cada vez mais difícil.
“A tolerância é um fator fundamental, um pilar da democracia. Você tem que ser tolerante. O que, para mim, é assustador é que não estamos mais vendo a realidade da mesma forma”, afirmou ao jornalista Pedro Bial.
Wagner Moura sobre suas opiniões políticas: "eu sou o mesmo cara que tava lá em Rodelas". #ConversaComBial #TVGlobo pic.twitter.com/k2WjjIBkQT
— TV Globo (@tvglobo) August 5, 2026
“Os fatos deixaram de importar”
Durante a conversa, Wagner avaliou que o debate político mudou nos últimos anos. Para ele, antes havia discordâncias sobre interpretações dos acontecimentos, mas existia um entendimento comum dos fatos.
“Eu lembro de uma época em que esquerda e direita brigavam, discutiam, mas estavam vendo o mesmo fato. Hoje, os fatos não importam mais. Não sei o que fazer. Se os fatos deixam de ser relevantes e passam a existir versões da realidade, e agora?”, questionou.
O ator também relacionou a polarização ao enfraquecimento das democracias e disse que esse tema ganhou ainda mais importância durante as pesquisas para o filme "Guerra Civil", lançado em 2024.
Wagner Moura: “Eu queria saber qual é o teto. Quanto você precisa ganhar para deixar de acreditar em justiça social? Que portal é esse que você passa e, se você prosperar com o seu trabalho, tem que deixar de acreditar que os outros também merecem?”#ConversaComBial pic.twitter.com/r4vj4nouWP
— Matheus (@matheuscaseca) August 5, 2026
“Estou cansado de ser odiado”
Ao comentar o desfecho da peça, que traz uma tentativa de reconciliação entre familiares, Wagner defendeu que o afeto pode aproximar pessoas com pensamentos opostos.
“No final, o que importa é o amor. É um clichê, mas é verdade. É o afeto... inclusive pelos que pensam diferente da gente. Estou cansado de ser odiado por uma galera. É cansativo”, declarou.
Apesar disso, garantiu que não pretende deixar de expressar suas opiniões. “Eu vou morrer dizendo as coisas que acho. Posso estar errado, mas a minha natureza é dizer o que penso”, afirmou.

Críticas por ser de esquerda
Outro assunto abordado foi o fato de continuar defendendo pautas de esquerda mesmo após conquistar reconhecimento internacional e estabilidade financeira.
Wagner ironizou as críticas que costuma receber e questionou a ideia de que prosperar profissionalmente impediria alguém de defender justiça social.
“Quando eu estava lá em Rodelas e era pobre, aí eu poderia ser de esquerda, né? Parece que existe um portal pelo qual você passa. Queria saber quanto você precisa ganhar para deixar de acreditar em justiça social”, disse.
Wagner Moura sobre suas opiniões políticas: "eu sou o mesmo cara que tava lá em Rodelas". #ConversaComBial #TVGlobo pic.twitter.com/k2WjjIBkQT
— TV Globo (@tvglobo) August 5, 2026
O ator também rebateu comentários sobre morar fora do Brasil. “Eles falam: ‘Você é um hipócrita porque está aqui, em Atenas, tomando vinho com Pedro Bial e acredita que as pessoas que moram na favela merecem ser tratadas com decência’. Eu não entendo essa crítica”, afirmou.
Diálogo com a direita
No fim da entrevista, Wagner Moura disse que gostaria de discutir temas econômicos e sociais com pessoas de direita, sem que o debate se transformasse em ataques pessoais.
Segundo o ator, questões como o tamanho do Estado, gastos públicos e carga tributária são relevantes e merecem ser debatidas de forma respeitosa.
“Eu queria ter uma interação com a direita e poder conversar com eles sobre os assuntos que essa peça traz. Acho uma discussão superválida: o Estado tem que ser pequeno ou grande? Quanto o Estado tem que gastar? Isso é fundamental”, concluiu.
Classificação Indicativa: Livre
Tiago Di Araújo
Bom e Barato
famoso copo
som poderoso
Notebook bom e barato
Qualidade JBL