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O Axé acabou? Márcia Short reflete sobre suposto enfraquecimento do ritmo: "Síndrome de vira-lata"

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A cantora reflete sobre o papel do mercado na valorização do Axé e critica a falta de respeito com a cultura brasileira  |   Bnews - Divulgação Foto: Reprodução / redes sociais / @marciashortoficial
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 04/12/2025, às 20h00 - Atualizado às 23h01



Márcia Short, um dos símbolos do Axé Music, refletiu sobre o suposto enfraquecimento do ritmo musical, destacando como o mercado musical tem a sua parcela de culpa no que o público consome ultimamente.

Durante uma entrevista ao programa "Se Liga Bocão", apresentado por Zé Eduardo, a artista reforçou a importância do Axé e da sua origem. "Acho tudo tão lento para um país que se formou escravizando pessoas, pessoas da minha descendência, da minha ancestralidade, e hoje a gente ainda se vê tendo que emana do povo. Essa síndrome de vira-lata que nos acompanha, lança flechas contra nós mesmos. Como que o axé acabou?", relatou.

A cantora explica como o mercado musical tem papel ativo em decidir o que é ou não válido nos dias atuais. "Eu acho que esse discurso é de quem quer empurrar seus produtos, suas parceiras, porque deixou de ser sobre o talento, hoje o produtor não sai mais caçando talento, o 'talento' que sai procurando produtor. Então, o mercado tem hoje um personagem que é importante para qualquer tratativa, o cara que intermedia, quem é que tem as ligações. São essas pessoas que dizem o que vai e o que não vai. O povo sabe do que essas pessoas querem que essas pessoas saibam", criticou.

"Como que o axé acabou? E por que nós deixaríamos acabar, se fosse o caso? É nosso, é do nosso povo, não tem pai, não tem mãe, não tem madrinha... É do povo! Então, não tem isso que acabou. A rua lota Carnaval, todo mundo vem pra cá e está acabando? Imagine se não tivesse acabando", concluiu a cantora.

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