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Oruam acusa PM de perseguição após cancelamento de show: “Problema pessoal comigo”

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Oruam teve o show cancelado após ação da polícia militar no Rio de Janeiro  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 24/04/2025, às 08h02



O rapper Oruam, filho do chefe do Comando Vermelho, Marcinho VP, voltou aos holofotes nesta semana após ter seu show interrompido por uma operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro. O artista, que seria atração principal de um baile funk na comunidade da Pedreira, afirmou nas redes sociais que está sendo alvo de perseguição.

“Os caras estão de problema pessoal comigo, não querem deixar o meu show rolar”, desabafou em vídeo publicado nas redes. “Fizeram uma operação lá na Pedreira só para não ter o show. Mas suave também, é só uma fase, vai passar”, completou.

Segundo a Polícia Militar, a ação teve como objetivo “coibir movimentações de criminosos envolvidos em disputas territoriais e impedir a realização de um evento não autorizado”. A corporação afirmou que o baile funk não chegou a acontecer. Ainda de acordo com os agentes, ao entrarem na comunidade, foram recebidos a tiros por criminosos. Após o confronto, dois homens feridos foram encontrados no local, junto com dois fuzis apreendidos.

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Oruam, que despontou no cenário do trap e funk carioca nos últimos anos, tem seu nome frequentemente associado a polêmicas. Recentemente, ele entrou na mira do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por abrigar em sua casa um foragido da Justiça, o traficante Yuri Pereira, apontado como integrante de uma facção criminosa.

Durante uma ação policial na residência do cantor, foi encontrada uma pistola 9mm com Yuri, que assumiu a posse da arma. Em março deste ano, o MPRJ denunciou o traficante por posse ilegal de arma de fogo. Oruam, por sua vez, pode se tornar réu no caso, caso o MP entenda que houve participação direta do artista na ocultação do foragido.

Além disso, o filho de Marcinho VP também é investigado em outro processo, desta vez em São Paulo, por disparo de arma de fogo. O episódio ocorreu em dezembro de 2024 e resultou em mandados de busca e apreensão que acabaram levando à prisão de Yuri Pereira. Com isso, Oruam passa a responder a duas investigações distintas na Justiça.

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