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P. Diddy enfrenta reta final de julgamento por tráfico sexual em Nova York; saiba detalhes

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Promotoria encerra exposição de provas com 34 testemunhas do julgamento  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 25/06/2025, às 16h25



O julgamento do rapper Sean “P. Diddy” Combs, acusado de tráfico sexual e outros crimes graves em Nova York, entra agora em sua fase decisiva. A promotoria concluiu na última terça-feira (24) a fase de apresentação de provas, após mais de seis semanas de depoimentos intensos. 

Ao todo, 34 testemunhas foram ouvidas, incluindo figuras relevantes como a cantora Cassie Ventura e o rapper Kid Cudi, além de ex-funcionários, especialistas forenses e pessoas próximas ao réu. Cassie Ventura foi uma das principais testemunhas de acusação, relatando episódios de violência e intimidação por parte de Combs. 

Já Kid Cudi descreveu ameaças que teria sofrido por ter mantido contato com Cassie. Outros depoimentos de ex-colaboradores e especialistas reforçaram o argumento da promotoria sobre um padrão de exploração e coerção sexual.

O que fez a defesa?

A estratégia de defesa adotada por P. Diddy foi surpreendente: não foram apresentadas testemunhas nem depoimento do próprio réu. Em menos de meia hora, os advogados exibiram apenas provas documentais, sem chamar mais pessoas ao tribunal. O juiz federal Arun Subramanian confirmou que a decisão partiu do próprio rapper, o que reforça o risco da defesa ser considerada fraca diante dos jurados.

Logo após a última testemunha, os advogados de Diddy entraram com um pedido para encerrar o processo imediatamente, alegando que a promotoria não apresentou provas suficientes para sustentar as acusações. A solicitação será analisada antes das alegações finais, marcadas para quinta-feira (27). Os jurados iniciam as deliberações a partir da próxima segunda-feira.

Detido desde setembro de 2024, Diddy responde por uma série de crimes que vão da exploração sexual ao crime organizado e extorsão. A condenação pode significar prisão perpétua — uma possibilidade que coloca peso extraordinário nas próximas fases do julgamento.

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