Entretenimento
Após passar pelo quarto transplante, Faustão voltou a causar debates e questionamentos sobre a fila para receber órgãos no Brasil. Internautas criaram teorias sobre um possível privilégio do apresentador, que foi defendido por pacientes transplantados.
Fernando Salomão e Nilson José Dybas precisaram viver a experiência de um transplante mais de uma vez seguindo as regras do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que administra uma única lista para o SUS e a rede privada. Ao VivaBem do Uol, eles relataram a experiência e saíram em defesa de quem aguarda na fila.
Fernando, 45, descobriu, aos 20 anos de idade, que uma inflamação nos rins, nefrite, levou os órgãos à falência.
"Do nada, fui ao médico com ânsia de vômito e descobri que meus rins tinham parado. Como eu ainda urinava, nem acreditei na gravidade", lembra. Ele passou nove meses fazendo hemodiálise e enfrentando restrições para ingestão de líquidos e alimentos, relatou ele.
Ele foi transplantado por três vezes durante os últimos anos. "Quando recebi a ligação, chorei. Cada transplante é uma nova página. Não é só cirurgia, é esperança, é medo, é saber que alguém morreu para você viver", disse ele, emocionado.
Nilson descobriu uma esteatose hepática no fígado após voltar de um viagem ao Pantanal. Na ocasião, ele viu o corpo ficar completamente amarelado.
Apesar de ter o tipo sanguíneo raro que apenas 2% da população possui, o AB+, ele conseguiu ser transplantado em pouco mais de 30 dias na fila. "O médico disse que eu tinha sorte por ser raro. Entrei na fila já em terceiro lugar e, em 33 dias, recebi o fígado", relatou.
Após passar por um novo problema, ele precisou de um segundo transplante, que gerou questionamentos incômodos.
"Uma amiga perguntou quanto eu tinha pagado. Fiquei chocado. Eu entrei na fila do SUS e fui chamado pelo SUS. Não existe isso de pagar para passar na frente.", esclareceu Nilson.
Fernando destacou que insinuações sobre privilégios, como no caso de Faustão, torna a luta das pessoas que estão na fila e o gesto de quem doa desvalorizados. O apresentador passou por um transplante de fígado combinado a um retransplante renal, este ano.
"Quando chega o órgão, é porque alguém morreu e a família decidiu doar. A gente precisa ter respeito por isso, não transformar em teoria de conspiração", afirmou ele
Para ele, esses boatos podem causar até desistência nas famílias que autorizam as doações e fazem as pessoas não acreditarem no sistema. "O SUS é fantástico nessa parte. É um trabalho sério e idôneo. Quem reclama está sendo leigo", completou Nilson.
Classificação Indicativa: Livre
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato
Samsung top