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Pai de Dinho, do Mamonas Assassinas, desabafa sobre perda do filho: "Não volta"

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Em entrevista, pai de Dinho reflete sobre o legado musical e a inspiração por trás das canções da banda Mamonas Assassinas  |   Bnews - Divulgação Foto: Reprodução / redes sociais
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 28/02/2026, às 15h07



Na próxima segunda-feira (02/03), completa 30 anos da morte dos integrantes da banda Mamonas Assassinas. Hildebrando Alves, pai de Dinho, abriu o coração sobre a perda do filho e como lidou com a dor do luto.

"Nesses 30 anos, compreendemos que a vida é assim, vamos todos morrer um dia. Baixar a cabeça não resolve nada. Se eu tivesse certeza que eles, ou mesmo meu filho, voltariam se eu chorasse, estaria chorando até hoje. Mas não volta", declarou em entrevista ao jornal O Globo.

Hildebrando lamentou a morte do filho e comentou como sua fé o ajudou após a tragédia. "É uma coisa que vem de Deus, e contra Deus não há argumentos. É aceitar e agradecer por cada dia de vida", relatou.

Durante a entrevista, o pai do vocalista ainda refletiu sobre o talento do filho. "A inspiração do Dinho sempre foi a fazenda em que olhava o gado; para o mundo animal, eu acho que se baseou nisso. Pelados em Santos foi uma brincadeira dele com um amigo. Já Robocop Gay foi porque ele sempre foi contra a discriminação de gays. Ele dizia para mim: ‘Eles falam porque não têm consciência da vida, gay também é gente’. Por isso colocou essa frase na música. Agradou porque ele fez do jeito certo", explicou.

"Nesses 30 anos, não apareceu ninguém igual. Ele [Dinho] não programou nada de fazer música para agradar, nem A, nem B. Ele fez uma música pensando nele, e só depois para todo mundo. É um legado que ele deixou", concluiu.

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