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“Queimava minha boca com colher quente”, desabafa Rosiane Pinheiro sobre abusos sofridos

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Rosiane relembrou violências, racismo e superação após comentário ofensivo nas redes  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 09/10/2025, às 10h03



A dançarina baiana Rosiane Pinheiro, de 51 anos, comoveu os seguidores ao transformar um comentário ofensivo em um forte desabafo. Após ser chamada de “decadente” por um internauta, ela abriu o coração nas redes sociais na última quarta-feira (8), relembrando momentos marcados por violência, racismo e superação.

“Esses são os comentários diariamente! Até quando, meu Deus, as pessoas são frustradas?”, escreveu Rosiane, que afirmou não se deixar abater pelos ataques. “Já já volto a responder eles com vídeo. Tô muito quietinha ultimamente”, completou.

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Rosiane fez forte desabafo nas redes após ser chamada de "decadente". Foto: Reprodução/Redes Sociais

A artista aproveitou o momento para relembrar sua trajetória de luta. “Comecei a trabalhar com 12 anos pra sustentar minha família. Fui costureira, manicure, empregada doméstica, auxiliar de serviços gerais, vendedora, recepcionista, promotora de eventos e atendente de loja. Já fui traída, roubada, boicotada, quase morta. Vocês acham mesmo que pessoas frustradas vão me parar? Me poupe”, escreveu.

Rosiane também revelou episódios dolorosos da infância:

“Fui abusada. Minha madrasta me fazia de escrava, queimava minha boca com colher quente e batia minha cabeça na parede pra que eu fosse a serviçal da casa. E ainda assim me mantive bondosa. Nunca deixei a maldade alheia me tornar má”, recordou.
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Rosiane fez forte desabafo nas redes após ser chamada de "decadente". Foto: Reprodução/Redes Sociais

Mesmo após enfrentar um período de depressão e afastamento dos palcos, ela celebrou a própria resistência. “Agora estou erguida. Nada me derruba. É daqui pra cima”, afirmou a madrinha de bateria da Vai-Vai, que ainda criticou o racismo estrutural que afeta artistas negros:

“As pessoas falam muito sobre brancos ocuparem lugares de negros, mas a verdade é que nós, pretos, nunca tivemos nossos lugares. Sempre tivemos que lutar por um espaço mínimo e, ainda assim, não somos tão valorizados quanto os brancos”, desabafou.

Encerrando o relato, ela deixou uma mensagem de união e orgulho. “As portas para os nossos sempre são mais difíceis. Somos nós por nós. Tento sempre ser elo de paz, união e amor em qualquer lugar que eu pise. E assim continuarei”, concluiu.

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