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Rappers da Bahia se destacam e deixam o estado em busca do sucesso nacional

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O crescimento do rap na Bahia revela novos talentos como Alee, que conquistam espaço no cenário nacional.  |   Bnews - Divulgação Reprodução Redes sociais
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 12/01/2026, às 09h16



A Bahia voltou a se destacar como celeiro de novos nomes da música brasileira em 2025, especialmente no rap. O crescimento do gênero no estado revelou artistas que ganharam espaço nacional, impulsionados pelas plataformas digitais e por parcerias estratégicas. Um dos principais exemplos é o rapper Alee, de 24 anos, natural de Camaçari. As informações são do portal metrópoles. 

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O artista ganhou fama com o álbum Caos, lançado no último ano. A faixa Tudo de Novo, gravada com Filipe Ret, entrou para a lista das mais ouvidas do rap nas plataformas de streaming, ampliando o alcance do trabalho para além do Nordeste. 

Em entrevista ao portal, Alee destacou o papel histórico da Bahia na formação cultural do país e no fortalecimento do rap e do trap. 

“Para mim, a Bahia sempre foi um grande polo cultural. Tanto no rap, como na música em geral. O Nordeste, atualmente, tem talentos de topo no rap e também no trap. Acho que, até mesmo pelo sotaque e pelo estilo de vida diferenciado, dá para perceber nossa contribuição musical”, afirmou. 

Apesar do reconhecimento artístico, o rapper avalia que o cenário local ainda enfrenta limitações. A percepção é compartilhada por ZAM, considerado uma das promessas do rap baiano, que atualmente desenvolve sua carreira em São Paulo. 

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“Ainda falta muito reconhecimento, apesar da Bahia ter muitos artistas talentosos e originais. Não temos uma estrutura comercial que possa dar esse suporte para propagar artistas e construir uma cena própria”, lamentou. 

Dados confirmam essa movimentação. De acordo com a 2ª edição da Pesquisa Bastidores do Hip Hop, realizada pela Dinastia Sabah, um em cada três artistas de rap e trap considera se mudar para o eixo Rio–São Paulo como estratégia para crescer profissionalmente. 

O rapper Klisman, com sete anos de carreira e músicas conhecidas como Party e Pagão, foi um dos artistas que optaram por deixar o estado em busca de maior projeção nacional. 

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“É como se a gente fizesse parte de um time de futebol sem estrutura e precisasse ser transferido para um time maior em busca de crescimento”, analisou. 

Após uma sequência de lançamentos bem recebidos, Alee seguiu caminho semelhante ao assinar contrato com a produtora de Filipe Ret. A estratégia tem como foco ampliar a presença do artista em mercados como São Paulo e Rio de Janeiro. 

Permanecer na Bahia ainda é possível 

Mesmo com a tendência migratória, alguns nomes do rap seguem baseados na Bahia e alcançam sucesso em todo o país. É o caso de Duquesa, rapper de Feira de Santana, que se consolidou como um dos principais nomes femininos do gênero. 

A artista emplacou álbuns de destaque nos últimos anos, como SIX. e Taurus Vol.2, e se tornou referência para uma nova geração. O percurso de Duquesa aponta para a possibilidade de, no futuro, artistas baianos conseguirem se manter no estado sem abrir mão da projeção nacional no rap e no trap. 

Classificação Indicativa: Livre

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