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Ratinho pode ter programa suspenso após fala sobre Erika Hilton; entenda a polêmica

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Após a repercussão do caso, o SBT divulgou um comunicado afirmando que repudia qualquer forma de preconceito ou discriminação  |   Bnews - Divulgação Agência Senado/Andressa Anholete e Reprodução/SBT
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 13/03/2026, às 07h08 - Atualizado às 07h15



O apresentador Ratinho pode enfrentar consequências após declarações feitas ao vivo no Programa do Ratinho, exibido pelo SBT. O Ministério das Comunicações confirmou que recebeu um pedido para suspender a atração por 30 dias.

A solicitação foi apresentada pela deputada federal Erika Hilton depois de comentários do apresentador sobre a eleição dela para presidir a Comissão da Mulher na Câmara. Durante o programa exibido na quarta-feira (11), Ratinho questionou a escolha da parlamentar e fez declarações envolvendo mulheres trans.

Governo vai analisar pedido
Em nota, o Ministério das Comunicações informou que a representação enviada pela deputada será analisada pela equipe técnica da Secretaria de Radiodifusão.

Segundo a pasta, o caso seguirá os procedimentos administrativos previstos em lei antes de qualquer decisão.

“O Ministério das Comunicações informa que recebeu a representação administrativa encaminhada pela deputada federal Erika Hilton. A manifestação será analisada pela equipe técnica da Secretaria de Radiodifusão, seguindo os trâmites administrativos e legais cabíveis”, informou o órgão.

SBT diz que fala não representa a emissora
Após a repercussão do caso, o SBT divulgou um comunicado afirmando que repudia qualquer forma de preconceito ou discriminação.

A emissora também disse que as declarações feitas por Ratinho durante o programa não refletem o posicionamento institucional da empresa e que o episódio está sendo avaliado internamente.

Deputada também acionou a Justiça
Além do pedido de análise ao governo, Erika Hilton informou que ingressou com uma ação judicial contra o apresentador.

Nas redes sociais, a parlamentar classificou a fala como um ataque não apenas contra ela, mas contra mulheres trans e também contra mulheres que não menstruam, não têm útero ou não podem ter filhos.

Segundo Erika, o episódio representa um caso de violência simbólica e discriminação. Ela afirmou ainda que pretende responsabilizar o apresentador nas esferas cível e criminal.

O caso segue em análise tanto no âmbito administrativo quanto judicial.

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