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Reconhecido após DNA, filho de craque brasileiro dispara sobre pai: “A pessoa que adoravam não era a que eu conhecia”

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Escritor relembra relação conturbada com o ex-jogador, fala sobre sexualidade e reflete sobre os impactos da exposição midiática na infância  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 04/03/2026, às 11h27



Alexandre Mortágua, de 31 anos, voltou aos holofotes após a adaptação de seu livro para o teatro. A obra Aqui, agora, todo mundo, lançada em 2021, ganhou versão nos palcos, encerrou temporada em São Paulo e agora seguirá em turnê por outras cidades do país.

Filho do ex-jogador Edmundo com a ex-modelo Cristina Mortágua, Alexandre teve a paternidade reconhecida após a realização de um exame de DNA — episódio que, na época, foi amplamente acompanhado pela imprensa. Hoje, ele afirma conseguir olhar para aquele período com mais maturidade.

Em entrevista ao site Heloisa Tolipan, o escritor refletiu sobre como a exposição pública dos pais impactou sua formação.

“Tenho a certeza de que a Cristina que as pessoas conhecem não é a que eu conheço. A pessoa que o Edmundo era para quem o adorava não era a pessoa que eu conhecia. Essa foi a maior dificuldade: ver meus pais como seres humanos. A fama deles traz dois fatores que desumanizam muito as pessoas: minha mãe ser um símbolo sexual e meu pai ser um atleta, um homem rústico. Eu me afastar deles foi uma forma de me afastar da imagem criada e vê-los como seres humanos”, afirmou.

Criado pela mãe e pela avó materna, Alexandre passou boa parte da infância distante do pai. A reaproximação com Edmundo só aconteceu em 2020, quando os dois fizeram as pazes e apareceram juntos em uma foto publicada nas redes sociais.

alexandre mortagua

Antes disso, o relacionamento entre eles enfrentou momentos delicados. O ex-jogador chegou a ser acusado publicamente de homofobia por, supostamente, não aceitar a orientação sexual do filho. Alexandre comentou o período.

alexandre mortagua e edmundo

“Eu acho que isso começou a ser uma questão quando envolveu a minha sexualidade, lá pelos 16 anos. As coisas aconteceram cedo demais para eu assimilar. Nunca recebi do meu pai uma coisa direta, mas isso acabava reverberando no núcleo familiar. Quando cai na criança, reverbera na mãe, reverbera na família toda", declarou.

Na peça baseada em seu livro, Alexandre revisita essas experiências, abordando temas como identidade, exposição midiática, família e reconstrução de vínculos. A montagem propõe justamente esse olhar mais humano por trás das figuras públicas que marcaram sua história.

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