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O nome de Edson Gomes voltou a dar o que falar após uma fala da cantora Daniela Mercury durante um evento em Salvador, na última terça-feira (28).
No palco, Daniela fez um discurso contra a violência de gênero e citou o cantor.
“Edson, eu peço para você ser carinhoso com sua esposa, viu bicho. Porque a gente não aceita violência contra nenhuma mulher”, disse.
A declaração deixou o clima pesado. Pouco depois, Edson subiu ao palco e respondeu, negando a acusação.
“Quero saber, perguntar a Daniela de onde foi que ela tirou isso e tentou me envergonhar aqui na frente de todo mundo. Eu quero que ela prove quem é que eu espanco”, afirmou.
Ele reforçou: “Você não tem como provar isso. Não tem como provar isso”. Daniela tentou amenizar. “É verdade, me desculpe. Eu sou preocupada com as mulheres, com a violência”, disse. Mesmo assim, o clima seguiu tenso. “Ela não pode fazer isso que ela fez aqui, sem ter prova cabal”, respondeu o cantor.
Durante o momento, Carlinhos Brown tentou intervir e sugeriu que os dois cantassem juntos, mas Edson recusou. "Cantar uma zorra".
Outras polêmicas e declarações
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O nome do artista já havia sido envolvido em outras discussões recentes. Em fevereiro, a cantora Laurinha Arantes comentou uma publicação da deputada Olívia Santana e escreveu: “A ex que o diga…”.
A parlamentar respondeu: “Conheço de perto. Minha amiga chegava no trabalho toda machucada. Tivemos que encorajá-la a se separar dele. Isso em 1999”. Laurinha completou: “Eu sei. Agressor de mulheres”.
Além disso, declarações do cantor sobre política e programas sociais também geraram repercussão. Em um show, ele afirmou:
“Quem recebe Bolsa-Família é escravo. (...) O que porr* é R$600?! Vai viver com R$600… vamos trabalhar”.
A contradição da obra x artista
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Ao longo da carreira, Edson Gomes ficou conhecido justamente por músicas que criticam desigualdade, pobreza e injustiças sociais.
Canções como "Sistema do Vampiro", "Acorde, Levante, Lute" e "Liberdade" falam de opressão, exploração e das dificuldades enfrentadas pela população mais pobre. Em uma delas, ele canta: “Estamos largados nas calçadas. Nós não temos nem moradia, não temos nada. Esse sistema é um vampiro!”.
Esse histórico fez com que parte do público passasse a ver um contraste entre as letras e algumas falas mais recentes do artista.
Enquanto suas músicas são associadas à crítica social e à defesa de direitos, declarações contra programas sociais e críticas a grupos políticos acabaram dividindo opiniões entre fãs e gerando debate nas redes.
O próprio cantor já comentou o assunto e disse que não liga sua música à política partidária.
“O músico não deveria nunca se envolver com política. Minha música não está atrelada à política”.
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Trajetória no reggae
Natural de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, a 120 km da capital baiana, Edson Gomes nasceu em 1955 e começou cedo na música, participando de festivais ainda jovem.
Antes da fama, trabalhou em outras áreas e jogou futebol. A virada veio em 1988, com o lançamento do disco “Reggae Resistência”, que colocou seu nome no cenário nacional.
Nos anos seguintes, lançou álbuns como “Recôncavo” (1990) e “Campo de Batalha” (1992), consolidando sua carreira, principalmente no Nordeste. Com letras diretas e ligadas à realidade do povo, conquistou uma base fiel de fãs. Entre os sucessos estão "Samarina", "Malandrinha", "Rasta", "Árvore", "Camelô" e "Liberdade".
Outro ponto importante foi a parceria com o músico Nengo Vieira, que ajudou a fortalecer o reggae produzido na Bahia.
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Em 1996, abriu um show do cantor Alpha Blondy, em Salvador, diante de milhares de pessoas.
Com mais de cinco décadas de carreira, Edson Gomes se consolidou como um dos principais nomes do reggae no Brasil. Suas músicas marcaram gerações e continuam sendo ouvidas por um público fiel em todo o país.
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