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RELATO FORTE! Ex-atriz da Globo revela que foi forçada a casar com abusador aos 16 anos

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Artista contou detalhes chocantes de relação abusiva e falta de apoio familiar no juventude  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Globo
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 27/02/2026, às 12h57



A atriz Nana Gouvea fez um desabafo emocionante e revelador sobre um dos períodos mais sombrios de sua vida. A artista abriu o jogo ao contar que foi vítima de abusos por parte do pai de suas duas filhas e que, aos 16 anos, foi obrigada pela própria família a se casar com o agressor logo após o nascimento da primeira herdeira.

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A reflexão da atriz veio acompanhada de uma crítica sobre a persistência desses ciclos de violência na sociedade atual. “A maioria das meninas não entende o que está acontecendo, como eu não entendia, e não tem força para fugir do cativeiro. Triste como, décadas depois, tudo está igual”, lamentou Nana.

Casamento sob pressão

Em seu relato, Nana detalhou que a união não foi um desejo seu, mas uma imposição paterna após a descoberta da gestação na adolescência. “Eu nunca quis me casar. Eu queria meu bebê, eu não queria me casar. Mas meu pai disse que ‘era o jeito’. Eu tinha 16 anos!”, disparou a artista.

O cenário de violência se estendeu por dois anos. Segundo a atriz, o ex-marido mantinha um comportamento agressivo e negligente, chegando a deixá-la desassistida enquanto ela esperava a segunda filha.

“Meu ex-marido me traía, maltratava e me deixava sozinha, grávida da minha segunda filha e com a primeira ainda bebezinha, sem leite em casa por dias, para viajar com a amante”, revelou.

Falta de apoio e recomeço

Um dos pontos mais sensíveis do depoimento de Nana foi o tratamento recebido pelo próprio pai quando ela tentou buscar refúgio após as agressões. “Meu pai disse: ‘Volte para o seu marido; na minha família nunca teve mulher divorciada, mulher divorciada só serve para ser mulher da vida’”, relembrou.

A saída para o ciclo de abusos veio através do suporte de sua mãe, que a incentivou a buscar oportunidades de trabalho no Rio de Janeiro. “Fui muito maltratada, até minha mãe me aconselhar a aceitar trabalho no Rio de Janeiro, prometendo que cuidaria das meninas, o que eu não queria, mas fui, porque meu pai não me queria em casa”, concluiu Nana.

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