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Rita Batista revela estresse com filho e diz que não consegue adotar educação positiva

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Apresentadora falou sobre a criação do filho durante o Saia Justa, que foi exibido na quarta-feira (6)  |   Bnews - Divulgação Reprodução / GNT
Andreza Oliveira

por Andreza Oliveira

Publicado em 07/11/2024, às 14h24



A apresentadora Rita Batista admitiu, na quarta-feira (6), durante o Saia Justa, que ainda não consegue aplicar educação positiva com o filho. A famosa, que é mãe de Martim, de sete anos, fruto da sua relação com o ex-marido Marcel Suzart, contou que tem dificuldade de estabelecer limites e ser amorosa ao mesmo tempo. "Eu ainda dou uns gritos de vez em quando", confessou.


Durante uma conversa com a escritora e psicanalista Elisama Santos, Rita desabafou sobre o medo que sentia de ter que criar outro ser humano para o mundo. "Quando eu estava grávida, eu não tinha preocupações com a gestação, com o parto... Eu me preocupava com o criar. Porque criar uma pessoa, pra mim, é uma das coisas mais difíceis", iniciou. 


"Essa coisa de ser exemplo, dar limites, estabelecer vínculo, mas ao mesmo tempo nos impor como pai e mãe, ter autoridade sobre aquela pessoa que a gente cria. Eu sei que a gente fica o tempo todo equilibrando os pratos, girando tudo ao mesmo tempo", acrescentou.


"Eu não sou como vocês, eu gostaria, mas a minha comunicação ainda não é não violenta, eu ainda dou uns gritos mesmo de vez em quando", admitiu às colegas de sofá do Saia Justa. 


"Aproveito que falo grosso e ainda chamo na chincha real, como fui chamada. Eu fico pensando: como estabelecer esses limites sendo amorosa, mas com autoridade, com imposição? Porque assim, você é meu filho, eu quero ser muito próxima de você, quero que você me conte as coisas, mas você não é meu brother, não é meu parceiro", relatou. 


Logo, a psicóloga afirmou que atualmente existe uma confusão entre acolher o sentimento e a opinião da criança, e atender ao desejo dela mesmo que ela vá contra o dos pais. 


"Eu falo com meus filhos: 'você não vai usar mais, acabou, o horário é esse'. Aí é: 'você não me entende, isso aqui é uma monarquia absolutista'. E aí eu entendo que ele está chateado, mas não é não. Se ele quiser conversar sobre o não, me dar um argumento muito plausível, eu estou aqui para ouvir. Ele não precisa ficar feliz que eu disse não", explicou.


"Nós estamos presenteando as novas gerações com crise de ansiedade quando a gente olha pros nossos filhos e fala: 'mas eu só quero que você seja feliz'. Qual é a receita para ser feliz? Porque quando teu pai te olhava e falava: 'eu quero que você seja advogado', você sabia qual era o caminho: passa no vestibular, entra na universidade, passo na OAB, me formo e vou ser advogado. Você é feliz o tempo inteiro? Porque eu não sou", continuou. 


"Nenhuma decisão vai trazer só felicidade pros meus filhos. Eles vão ser felizes, angustiados, vão ter um pacotão de emoções absurdamente humanas que a gente não consegue abrir mão. Eu preciso entender que eles não vão ficar felizes com o meu não, mas é o meu papel dizer não", esclareceu.


Eliana concordou com a colega de que as vezes não é possível manter a calma diante da criação dos filhos. "Quem é que tem sangue de barata? Quem é que não perde o equilíbrio? Todo mundo! Tem a luz, tem a sombra... É natural que isso aconteça", complementou.

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