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Saiba como iniciou a investigação que levou Deolane Bezerra à prisão novamente e revelou vínculo com o PCC

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“Tudo começou com bilhetes na prisão”: investigação que levou à prisão de Deolane nasceu após descoberta em penitenciária de SP  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 21/05/2026, às 07h04



A prisão da influenciadora Deolane Bezerra durante a Operação Vérnix revelou um detalhe que chamou atenção dos investigadores. Conforme informações divulgadas pelo g1, toda a apuração teve início há cerca de seis anos, após a apreensão de bilhetes e manuscritos dentro de uma penitenciária em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.

De acord com a publicação, os documentos foram encontrados em 2019 com detentos da Penitenciária II da cidade e continham mensagens relacionadas ao funcionamento interno do Primeiro Comando da Capital (PCC), além de referências a integrantes da cúpula da facção.

A partir desse material, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil iniciaram uma série de investigações que acabaram revelando um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro envolvendo empresas, operadores financeiros e pessoas ligadas à organização criminosa.

De acordo com os investigadores, um dos pontos que mais despertou atenção nos bilhetes era a menção a uma “mulher da transportadora”, citada como alguém que teria ajudado o grupo criminoso. Foi justamente essa pista que levou os agentes até uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau.

As autoridades afirmam que a empresa teria sido utilizada como estrutura para movimentar recursos atribuídos ao PCC. A investigação evoluiu para outras operações até chegar à atual fase, que culminou na prisão de Deolane e no bloqueio de milhões de reais em bens.

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Outro detalhe apontado pela investigação é que o celular apreendido com um dos suspeitos considerados operadores do esquema revelou imagens de depósitos bancários e movimentações financeiras destinadas a contas ligadas à influenciadora.

Segundo o Ministério Público, o grupo utilizava empresas, contas bancárias e patrimônio de alto valor para dar aparência de legalidade ao dinheiro movimentado. Os investigadores apontam ainda que a organização mantinha uma estrutura considerada sofisticada para ocultar a origem dos recursos.

As autoridades afirmam que a influenciadora mantinha relação próxima com pessoas investigadas por atuar na administração da transportadora apontada como braço financeiro da organização criminosa.

De acordo com a publicação, as apurações indicam que Deolane teria recebido depósitos considerados suspeitos entre os anos de 2018 e 2021. Segundo o inquérito, mais de R$ 1 milhão teria sido movimentado por meio de depósitos fracionados — prática conhecida como “smurfing”, usada para dificultar o rastreamento bancário.

marcola

Além de Deolane, a operação também teve como alvo familiares de Marcola, apontado como líder máximo do PCC, incluindo irmão e sobrinhos do criminoso. Os agentes também cumpriram mandados contra Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro do grupo.

A Justiça de São Paulo autorizou seis mandados de prisão preventiva, bloqueios financeiros que ultrapassam R$ 357 milhões e apreensão de dezenas de veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões. Somente da influenciadora foram bloqueados R$ 27 milhões por ordem da Justiça,  segundo os investigadores, não teve origem comprovada.

Segundo as autoridades, a prisão preventiva foi decretada diante do risco de destruição de provas, ocultação de patrimônio e continuidade das atividades criminosas investigadas.

Deolane havia passado as últimas semanas em Roma, na Itália, e retornou ao Brasil na quarta-feira (20), um dia antes da operação. Mandados de busca foram cumpridos em imóveis ligados à influenciadora em Barueri, na Grande São Paulo. A defesa dos investigados não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. 

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