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Saiba o motivo de Anitta 'barrar' Virginia e escolher figura histórica e polêmica do Carnaval para coroação na Grande Rio; significado surpreende

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Coroação de Anitta na Grande Rio ganha significado inesperado com escolha de nome histórico  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Acervo Pessoal
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 21/09/2026, às 06h25



Anitta surpreendeu durante sua coroação como rainha de bateria da Grande Rio ao escolher uma figura histórica do Carnaval carioca para colocar a coroa em sua cabeça. Em vez de receber a faixa e a coroa das mãos de Virginia Fonseca, que ocupava anteriormente o posto, a cantora fez questão de ser coroada por Eloína dos Leopardos, considerada a primeira rainha de bateria do Carnaval do Rio.

A escolha, no entanto, não teria sido apenas uma homenagem ao passado da folia. Adepta do candomblé, Anitta segue preceitos relacionados ao orí, conceito ligado à cabeça, à consciência, à individualidade e ao destino de cada pessoa dentro da tradição iorubá e das religiões de matriz africana.

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Por esse motivo, a cantora teria seguido critérios religiosos para definir quem poderia tocar sua cabeça durante a cerimônia de coroação.

Por que Eloína foi escolhida?

A decisão de Anitta colocou Eloína dos Leopardos novamente no centro dos holofotes. Aos 80 anos, ela carrega um capítulo histórico do Carnaval carioca e foi pioneira ao ocupar o posto que posteriormente se tornaria um dos mais cobiçados das escolas de samba.

Eloína fez história em 1976, quando desfilou pela Beija-Flor após ser convidada pelo carnavalesco Joãosinho Trinta. Naquele ano, acabou posicionada à frente dos ritmistas e abriu caminho para a criação do posto de rainha de bateria.

O que poderia parecer apenas uma escolha simbólica para a coroação de Anitta, portanto, reuniu dois momentos marcantes do Carnaval: a artista que se tornou a nova rainha da Grande Rio e a mulher que ajudou a criar um dos cargos mais disputados da folia carioca.

Eloína chocou o Carnaval ao ser descoberta travesti

A trajetória de Eloína também é marcada por episódios de ruptura com os padrões da época. Quando surgiu à frente da bateria da Beija-Flor, sua identidade de gênero ainda não era conhecida pelo público.

A descoberta de que a então rainha era travesti provocou forte repercussão e, segundo a própria Eloína, foi considerada um escândalo naquele período.

Em entrevista ao Extra, ela relembrou que Joãosinho Trinta a havia escolhido depois de vê-la em um concurso. “Antes de oficializar o convite, Joãosinho quis me ver sem roupa. Assim que tirei, ele gritou: ‘é você que eu quero!’”, contou Eloína.

Ela permaneceu à frente da bateria da Beija-Flor por mais dois anos. Posteriormente, porém, deixou o posto, que passou a ser ocupado por Sonia Capeta.

Décadas depois, Eloína voltou a desfilar em um momento igualmente simbólico. No Carnaval de 2025, participou do desfile da Paraíso do Tuiuti em uma homenagem a Xica Manicongo, considerada a primeira travesti não indígena do Brasil.

Coroação de Anitta teve outro detalhe que chamou atenção

Além da escolha de Eloína, o visual usado por Anitta também virou assunto. A cantora surgiu na Grande Rio com um figurino vermelho, cheio de brilho, pedrarias e recortes.

anitta e andrea andrade

A produção chamou atenção pela semelhança com uma roupa usada anteriormente por Andrea Andrade, rainha de bateria da Porto da Pedra. Os dois looks foram assinados pelo estilista Yan Sollis.

Andrea, que se declarou fã de Anitta, reagiu à coincidência com bom humor e afirmou ter ficado feliz ao ver a artista usando uma criação do mesmo profissional. “Eu achei o máximo! Sou mega fã da Anitta mesmo, então para mim é uma honra”, afirmou Andrea.

Classificação Indicativa: Livre

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