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Socialite famosa na Europa foi amante de presidente brasileiro

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Mulher foi um grande ícone fashion da época e era amiga da famosa estilista Coco Chanel  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Pixabay
Gabriela Araújo

por Gabriela Araújo

gabriela.araujo@bnews.com.br

Publicado em 11/12/2024, às 17h47



A vida pessoal de Getúlio Vargas, um dos presidentes mais emblemáticos da história do Brasil, teve uma ligação com o mundo da moda. Aimée de Heeren (1903-2006), socialite brasileira, ícone fashion da época e amiga da famosa estilista Coco Chanel, foi uma das paixões do líder político. 

Nascida no interior do Paraná, Aimée foi morar no Rio de Janeiro com a família quando era adolescente. No século 20, ela era considerada a maior socialite do país. No entanto, até hoje, sua trajetória é pouco conhecida pelo público. 

No livro "A Bem-Amada: Aimée de Heeren, A Última Dama do Brasil" (Todavia), o jornalista e escritor Delmo Moreira conta a história da mulher que vivia no Brasil, Estados Unidos e Europa. Em entrevista ao Estadão, Moreira detalhou como funcionava a relação de Aimée e Getúlio.  

Capa do livro A Bem-Amada: Aimée de Heeren, a Última Dama do Brasil
Capa do livro A Bem-Amada: Aimée de Heeren, a Última Dama do Brasil

“Ela se casa com o Luiz Simões Lopes, o chefe de gabinete do Getúlio Vargas. Ele também é o sujeito que praticamente inventou o DASP [Departamento Administrativo do Serviço Público] e que, depois, fundou a Fundação Getúlio Vargas”, iniciou. 

“Namorou o presidente da República no Rio de Janeiro e isso jamais saiu em jornais. Em todos os livros publicados sobre o Getúlio até o final do século 20, não aparece o nome dela. O nome dela só vai se tornar realmente público e vinculado a Getúlio quando a neta dele, Celina Vargas do Amaral Peixoto, publica os diários do avô, em 1995”, acrescentou ele.  

Ainda segundo Moreira, após a mãe morrer, Celina pegou 13 cadernetas onde Getúlio anotava o dia a dia, de 1930 até o final de 1942. “Quando saíram em 1995, descobriu-se ali que ele tinha, justamente na época em que estava preparando o golpe do Estado Novo e nos primeiros meses dele, vivido uma paixão doida, na qual ele agia como um adolescente, e que sabia que tinha um risco grande de se tornar público - um risco político e familiar”, detalhou.  

Depois que o caso dos dois foi descoberto, Aimée decidiu se separar de Simões Lopes e partiu para a Europa. Então, em 1939, ela desembarcou em Paris e passou a frequentar a alta sociedade parisiense. 

“Ela deixou uma herdeira, uma filha, que é uma dama espanhola - uma fazendeira na Espanha que começou a estudar flamenco por causa do pai e fundou a Fundação Cristina Heeren, que tem a principal escola de flamenco na Espanha. É uma mulher riquíssima, ainda é viva, mas não quis falar comigo”, afirmou Moreira.  

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