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Quatro meses após perder o filho Rael, as 33 semanas de gestação, Tati Machado retoma sua rotina profissional. A partir desta segunda-feira (8), a jornalista assume a bancada do Mais Você durante as férias de Ana Maria Braga e, à noite, volta a integrar o time do Saia Justa, no GNT.
Em entrevista ao portal O Globo, a apresentadora admite que o retorno mistura nervosismo e felicidade:
“Estou substituindo a insubstituível Ana Maria, né? Foi algo recente, não sabia que isso aconteceria. Com certeza vou ficar muito nervosa, ansiosa, mas, ao mesmo tempo, é uma acolhida. Não sabia se ou quando voltaria. É uma delícia poder ser desta maneira. Estou feliz”, disse.
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Uma nova Tati
O período de luto transformou a forma como ela enxerga a vida:
“Eu era uma Tati antes de me tornar mãe, depois engravidei e agora sou uma terceira Tati, que vive com essa bagagem que forma quem eu sou, sabe? Eu nunca tive problema em me mostrar, seja na alegria, seja na tristeza, e é isso o que me projeta para frente com gana, com coragem. Não sinto medo do que vou encontrar pela frente. Se eu tiver vontade de dançar, vou dançar. Muitas vezes quis ter o controle da minha vida, mas a gente não tem controle de nada. Então, é me expor na emoção, na alegria…”.
Após a perda, Tati e o marido, Bruno, deixaram São Paulo e passaram um tempo no Rio, perto das famílias. Agora, de volta à capital paulista, ela conta que encara de frente a casa preparada para o filho:
“Preparamos a casa em São Paulo para a chegada dele, sabe? No começo, estar nela foi muito difícil, porque era o nosso projeto de vida que não aconteceu. (…) Agora, estamos de volta a São Paulo e vemos o quarto do Rael, que está fechadinho ainda, neste apartamento que abrigou tantos sonhos. Mas eu volto sem o luto do primeiro mês”.
Espiritualidade e força no luto
A apresentadora revela que inicialmente se afastou do celular e das redes sociais, temendo olhares de pena. Com o tempo, encontrou força na espiritualidade e no apoio da terapia especializada em luto:
“Hoje eu penso que, se fosse para engravidar, mesmo que para ter esse mesmo resultado, eu viveria de novo. O que é meu ninguém tira. A gente se faz perguntas, coloca em dúvida a nossa bondade como pessoa. Eu nunca fiz mal para ninguém, sabe? Mas tenho muita fé de que, da mesma maneira que vivi momentos difíceis, vou viver momentos muito bons”.
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O acompanhamento psicológico foi decisivo:
“Eu sempre consegui trazer uma racionalidade para a vida. E foi a melhor coisa que poderíamos ter feito, nos salvou. Ainda mais sendo uma terapia especializada naquilo que estamos sentindo. Quando ela diz: ‘Isso acontece’, parece que não estamos sozinhos”.
Desejo de ser mãe novamente
Apesar da dor, Tati mantém vivo o desejo da maternidade:
“Eu sou mãe, só, infelizmente, não tenho ele aqui chorando enquanto dou entrevista (enxuga as lágrimas), mas quero muito, sem cobrança de quando, de como. Uma nova gestação vai ser lidar com muitos medos e receios, mas não abri mão de ter outro filho. A gravidez foi muito tranquila, eu amei estar grávida. Acho que isso talvez me encoraje a ser mãe de novo”.
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