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Tia de jornalista morta em acidente muda hábito pelo filho da sobrinha: “Parei de fumar”

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“Parei de fumar” é a decisão que marca o luto e o compromisso com o filho da jornalista  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Instagram
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 17/04/2026, às 18h57



A morte da repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, da Band Minas, após um grave acidente na BR-381, em Sabará (MG), provocou uma onda de comoção, e também motivou uma decisão íntima e simbólica dentro da família. Tia e madrinha da jornalista, Patricia Horta revelou que decidiu parar de fumar para conseguir cuidar do filho da sobrinha, um bebê de apenas 9 meses.

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O relato foi publicado nas redes sociais e rapidamente repercutiu pela carga emocional. “E no meio de toda essa dor, eu tomei uma decisão por amor também. Pelo filho dela. Eu parei de fumar. Porque eu quero estar aqui, forte, presente… quero cuidar, proteger e amar ele como a Alice gostaria”, escreveu.

Alice estava internada em estado grave no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, desde a última quarta-feira, quando sofreu o acidente. A morte encefálica foi confirmada na noite de quinta-feira, após a conclusão de exames que indicaram a perda irreversível das funções cerebrais.

A jornalista integrava uma equipe da emissora que produzia uma reportagem sobre a duplicação da BR-381 e a redução de acidentes no trecho quando o carro em que estava colidiu com um caminhão. No mesmo acidente, o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, morreu ainda no local.

Em outro trecho da publicação, Patricia descreve a dor da perda e a relação com a sobrinha. “A dor de perder minha sobrinha, minha afilhada, minha Alice… é um silêncio que grita dentro de mim”, afirmou. “Ser madrinha é escolher amar. Mas com a Alice, não foi escolha, foi amor desde o primeiro instante. Eu a amei como filha.”

Com 15 anos de carreira no jornalismo, Alice havia retornado ao trabalho em dezembro, após a licença-maternidade. Ela deixa um filho de 9 meses, que agora se torna o centro do cuidado e da promessa feita pela madrinha.

Mesmo em meio ao luto, Patricia destacou que o amor permanece. “Fica uma pergunta que nunca se cala: por quê? Mas também fica o amor. Um amor que não acabou, que não se apaga, que continua vivo em cada lembrança”, escreveu.

Alice também era irmã de Bernardo Ribeiro, de 38 anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista. A jornalista mantinha uma página dedicada à história do irmão, com foco na inclusão social.

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