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Publicado em 01/03/2026, às 17h36 Maiara Lopes
O suspense nacional #SalveRosa, recém-chegado ao catálogo da Netflix, não demorou para liderar o ranking das produções mais vistas do Brasil. Estrelado por Klara Castanho, o filme se inspira em polêmicas ao redor de influenciadoras mirins e conta a história de Rosa, uma criadora de conteúdo que é manipulada e explorada pela mãe, Dora, que vive seus luxos graças a receita do canal da garota.
A trama escala quando Rosa sofre um desmaio e começa a investigar segredos perturbadores de seu próprio passado. O que ela descobre coloca em risco não apenas o império construído por Dora, mas a sua própria segurança, revelando que a vida de influenciadora era, na verdade, uma fachada para uma exploração sistêmica. Acontece que Rosa não tem os 13 anos que acredita ter — é, na verdade, uma jovem que já alcançou a maioridade, fato confirmado por uma amiga de infância que a reconhece e passa a investigar seu paradeiro.
Conforme o cerco se forma, a matriarca intensifica suas agressões contra a influenciadora. O clímax acontece quando Rosa, em uma tentativa desesperada de liberdade, insere mensagens subliminares em seus vídeos. Essas pistas são captadas pela antiga amiga, que utiliza as redes sociais para propagar as denúncias e formaliza queixas na polícia.
Ao perceber que foi derrotada, a matriarca organiza sua fuga, mas não sem antes cometer um ato final de crueldade: ela abandona Rosa em casa após enchê-la de entorpecentes. Enquanto a garota é levada por autoridades, o som do monitor cardíaco torna-se um “bip” contínuo, sinalizando que Rosa não resistiu e morreu.
O desfecho de #SalveRosa adota uma linha de destruição para servir como um alerta social. Ao deixar a vilã impune e pronta para reiniciar o ciclo, o filme enfatiza que o sistema de exploração de menores na internet é resiliente e perigoso.
Atualmente no topo da plataforma de streaming, o longa trouxe de volta um caso que marcou a internet brasileira: o da youtuber Isabel Peres, conhecida pelo canal “Bel Para Meninas”. A mobilização fictícia remete diretamente ao que aconteceu em 2020 com Isabel Peres. Na época, a hashtag #SalveBelParaMeninas dominou as redes sociais e levou o caso a programas de televisão. O canal da influenciadora foi criado quando ela tinha apenas 5 anos.
Com o tempo, Bel passou a protagonizar os vídeos e conquistou um grande público infantil, acumulando milhões de inscritos, livros lançados e eventos lotados. Em meados de 2020, internautas começaram a questionar a exposição da criança e levantaram suspeitas de desconforto em alguns conteúdos publicados.
O caso gerou debate sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e levou órgãos como o Ministério Público e a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima do Rio de Janeiro a anunciarem apuração dos fatos. O Conselho Tutelar chegou a visitar a família. Na época, em nota divulgada, os responsáveis negaram irregularidades e afirmaram que estavam sendo alvo de acusações sem qualquer fundamento, destacando que suas decisões eram baseadas no ECA.
Isabel sempre declarou que nunca foi obrigada a produzir conteúdo ou sofreu maus-tratos. Ainda assim, após a polêmica, o alcance do canal diminuiu. Em agosto de 2025, já com 18 anos, Bel teve seu canal desativado após denúncias relacionadas à adultização de sua imagem. As informações são da Veja.
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