Entretenimento
Sandra Regina Ruiz Gomes, a Sandrão, falou pela primeira vez com detalhes íntimos sobre os relacionamentos que viveu dentro da Penitenciária de Tremembé. A entrevista, concedida a Roberto Cabrini e exibida no Domingo Espetacular neste domingo (16), trouxe bastidores inéditos das histórias que ela teve com Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga, as duas condenadas por crimes que marcaram o país.
O crime cometido por Sandrão
Antes de entrar nos romances, Sandrão relembrou o caso que a levou à prisão. Moradora da periferia de Mogi das Cruzes (SP), ela planejou, junto com o então namorado, Valdir Ferreira Martins, o sequestro de um adolescente. O objetivo, segundo as investigações, era usar o dinheiro do resgate para viajar para Fernando de Noronha e comprar um carro.
O alvo foi Tallisson, de 14 anos, filho da vizinha e amiga de Sandra, Ana Maria. A escolha, segundo o processo, ocorreu porque a casa da família era a mais estruturada da rua.
O garoto foi sequestrado em 21 de outubro de 2003 por um comparsa de Sandra, conhecido como Formiga. O cativeiro improvisado ficava em um imóvel desocupado da família de Valdir, onde o adolescente foi mantido trancado em uma suíte.
O sequestro durou três dias, com idas e vindas nas negociações. A primeira exigência foi de R$ 40 mil, valor reduzido conforme os criminosos perceberam que a família não tinha condições de pagar. Enquanto isso, Sandra alternava momentos no cativeiro e, em seguida, retornava à casa dos pais de Tallisson para confortar a amiga, ao mesmo tempo em que simulava negociações com os próprios criminosos.
A família conseguiu juntar R$ 4.500: R$ 2 mil emprestados por um agiota e R$ 2.500 com vizinhos, iniciativa mobilizada pela própria Sandra. O dinheiro foi deixado em uma lata de lixo perto da estação de trem Brás Cubas, onde o bando fez a retirada.
Ao voltar ao cativeiro, porém, os criminosos encontraram Tallisson fora da suíte, assistindo TV. Ele reconheceu Sandra e Valdir. Foi então que decidiram matá-lo.
O grupo levou o adolescente até a região conhecida como Prainha, onde ele foi morto com um tiro de arma calibre .38. O disparo foi feito por Formiga, que tinha 17 anos na época.
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Investigações e condenações
A polícia chegou aos envolvidos após a quebra de sigilo telefônico. Formiga confessou o crime e recebeu medidas socioeducativas, por ser menor de idade.
Sandra e Valdir foram condenados. Ela recebeu pena de 27 anos, reduzida depois para 24, e ele, 30 anos.
Mesmo negando participação direta no assassinato, Sandrão assumiu sua responsabilidade:
“Eu não matei ele. Eu fiz a ligação [pedindo dinheiro], eu participei de algo. Eu participei de um crime. Não dei [ordem de matar]. Não fui eu [que dei o tiro]. Nem estava lá. [A dor de ter feito isso] é imensurável. Uma mãe perdeu um filho.”
Ao ser questionada sobre o que diria à família da vítima, ela respondeu:
“Não sei se eles queriam ouvir alguma coisa de mim. A única coisa que me vem é: me desculpa, por participar de algo que deu uma dor tão terrível para vocês.”
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A imagem de “líder” dentro da prisão
Sandrão também negou as histórias de que teria sido uma figura de liderança em Tremembé:
“É mentira. Eu não fui líder de nada. Fizeram uma ficção baseada na minha vida real.”
Ela completou:
“A Sandra sempre foi uma pessoa família, buscou estar perto das pessoas que me amam, que eu tenho respeito, admiração. E o Sandrão é uma questão criada dentro da unidade prisional.”
A repercussão recente veio após o lançamento da série Tremembé, da Prime Video, que retrata a rotina de presas famosas e aborda os crimes e relacionamentos de Sandra.
Relacionamentos diferentes, sentimentos intensos
Ao falar das relações com Suzane e Elize, Sandrão destacou que foram vínculos completamente diferentes.
“Com a Suzane foi uma coisa intensa. Uma coisa que perdurou. Uma coisa que não tinha fim nunca, sempre deixava aquelas reticências.”
Com a Matsunaga, as coisas foram diferentes.
“Eu e Elize ficamos muito amigos, de verdade. A Elize cresceu de uma amizade e, de repente, a gente se olhou diferente.”
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Ela explicou que sua história com Suzane tinha pausas, enquanto a convivência com Elize evoluiu naturalmente para algo além da amizade.
Como era a convivência entre Suzane e Elize
Segundo Sandrão, não havia rivalidade aberta entre as duas detentas:
“De princípio, [a convivência] era normal. Não eram amigas, porque Suzane não era amiga de muita gente.”
Mas admitiu que Suzane sentiu ciúmes em determinado período:
“Eu acho que em certo momento sim, quando eu estava com Elize.”
E fez um paralelo:
“As duas são atraentes, as duas sabem cativar você.”
O romance com Suzane
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A ligação com Suzane começou durante atividades internas da unidade:
“A gente jogava xadrez junto… por regalia, por bom comportamento, a gente jogava xadrez junto e assim fomos nos aproximando.”
O primeiro beijo aconteceu durante um trabalho no presídio:
“A gente estava em um trabalho e, no momento em que eu arrumava os equipamentos, só estava a gente, a gente se olhou e rolou. A gente se beijou. Era um risco. Imagina sair na mídia que Suzane von Richthofen foi pega com um sapatão e foi pro castigo. Era um risco muito grande.”
Suzane preferia sigilo:
“Ela não queria que as pessoas soubessem. As pessoas souberam depois.”
Quando a relação veio à tona, já havia autorização interna para o relacionamento.
Sobre o sentimento envolvido, Sandrão reafirmou:
“Eu me apaixonei por ela. Ela também, eu acredito. Uma máscara não dura 24 horas por dia. A gente viveu uma história. Pra mim foi bom. Se em algum momento teve uma manipulação como dizem, eu não vejo. Mas se teve, tranquilo. O tempo que eu estive com ela, eu fui feliz.”
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