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Após 17 anos trabalhando na indústria de filmes adultos, Lindsay Brooke decidiu expor parte do que viveu nos bastidores do setor. Em suas redes sociais, a ex-atriz abriu uma caixa de perguntas e respondeu a seguidores sobre rotina de gravações, dependência química, pressão financeira e as dificuldades que enfrentou para abandonar a profissão.
A iniciativa surgiu depois que Lindsay analisou algumas das mensagens que recebia no Instagram. Segundo ela, os questionamentos e comentários enviados pelos usuários despertaram a vontade de falar abertamente sobre a experiência no mercado adulto.
“Eu estava sentada no sofá, olhando minhas mensagens diretas no Instagram e vendo as perguntas e declarações aleatórias que as pessoas se sentem à vontade para me enviar”, contou.
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Ao ser questionada sobre os pontos positivos e negativos da antiga profissão, Lindsay não escondeu o desgaste que enfrentava durante a rotina de trabalho.
“A melhor parte? Hum. Ter terminado. A pior parte: transar com um completo estranho”, afirmou.
De acordo com a ex-atriz, ela chegou a receber US$ 1,5 mil por cena e, durante os primeiros dez anos da carreira, mantinha uma rotina intensa de gravações.
Lindsay também falou sobre as diferentes empresas com as quais trabalhou e afirmou que teve experiências distintas no setor. “Em todo trabalho há pontos positivos e negativos. Existem ótimas empresas para as quais adorei trabalhar, e outras das quais abandonei o emprego”, declarou.
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Outro assunto abordado por Lindsay foi o uso da inteligência artificial para reproduzir a imagem de mulheres sem consentimento.
“Sou contra o uso da imagem de alguém sem consentimento. Usar o rosto de uma mulher sem a sua permissão é o mesmo problema de sempre, só que com novas ferramentas”, afirmou.
Para ela, a tecnologia trouxe uma nova forma para um problema que já existia na indústria: a utilização da imagem feminina sem autorização.
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Um dos relatos mais fortes da ex-atriz envolve a relação entre o trabalho e o uso de drogas. Questionada se sentia desejo antes das gravações, Lindsay afirmou que recorria a substâncias para conseguir lidar com a rotina.
“Não, estou dissociando. Estou usando narcóticos. Estou deixando a mim mesma para trás e assumindo um papel. As drogas facilitaram as coisas. Eu as usava para não sentir nada enquanto estava no set de filmagem e as usava para sentir algo quando estava em casa”, relatou.
A ex-atriz, que é mãe de três filhos, também contou que tentou abandonar a indústria após o nascimento de cada criança, mas não conseguiu deixar o setor naquele momento.
Segundo Lindsay, a vontade de abandonar a profissão existia desde o início, mas a falta de alternativas e as dificuldades financeiras fizeram com que ela permanecesse no mercado por anos. “Eu queria sair desde o momento em que comecei. Não sabia como sair”, afirmou.
Ela contou que conseguiu interromper definitivamente a carreira depois de não alcançar o nível necessário para renovar outro contrato.
“Saí porque não conseguia atingir o nível necessário para assinar outro contrato. Implorei a Deus no chão daquele quarto de hotel: ‘Me tire daqui ou me domine’”, revelou.
A saída também esteve relacionada ao processo de sobriedade vivido pela ex-atriz.
Atualmente, Lindsay afirma que usa sua experiência para tentar mostrar ao público uma visão diferente sobre a indústria de filmes adultos. Para ela, as situações retratadas nas produções não correspondem necessariamente aos desejos ou à realidade das mulheres.
“Toda a indústria é construída sobre ilusões; as mulheres não querem que os homens façam tudo o que retratamos nos filmes”, disse.
Ela também criticou a forma como determinadas situações são apresentadas nas produções, afirmando que elas criam expectativas distorcidas sobre relacionamentos e sexualidade.
Por fim, Lindsay fez um alerta sobre os efeitos que o consumo excessivo desse tipo de conteúdo pode provocar. “Quanto mais desregulado você estiver, mais forte será o controle da máquina sobre você”, afirmou, ao defender que a pornografia pode afastar as pessoas de si mesmas.
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