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Vencedora do Miss Universo Itália, baiana de Feira de santana critica xenofobia: 'Pessoas ignorantes'

Reprodução Instagram @glelany
Glelany Cavalcante, baiana que vive na Itália desde 2015, fala sobre as dificuldades e preconceitos que enfrentou  |   Bnews - Divulgação Reprodução Instagram @glelany
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 24/09/2024, às 09h09



A vencedora do Miss Universo Itália, Glelany Cavalcante, criticou os ataques xenofóbicos que recebeu após sua coroação. A baiana, que vive na Itália desde 2015, compartilhou como lida com os comentários preconceituosos que surgiram por conta de sua origem. As informações são do Portal Ela, do Globo.

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“Uma pessoa com uma história de vida tão difícil quanto a minha, que superou tantas dificuldades e venceu, não poderia se deixar abater por comentários negativos de pessoas ignorantes, com uma mentalidade completamente fechada. Claro que fiquei triste ao ler tantas coisas negativas, mas isso fala sobre eles, não sobre mim”, desabafou Glelany.

Apesar das críticas, a modelo enfatizou o carinho e apoio que tem recebido tanto da Itália quanto do Brasil. “Em uma proporção muito maior, tenho amor e afeto de duas nações, até me emocionar em pensar que terei a Itália e o Brasil, unidos, torcendo por mim e pessoas de tantas outras nações. Porque graças aos meus valores éticos e morais, todos os países que passaram a trabalhar e as pessoas que encontraram aprenderam algo e deixaram algo, e com muitos ainda mantenho contato mesmo tendo passado muitos anos." afirmou.

Representar a Itália no Miss Universo é, para Glelany, um símbolo da união de culturas e da força da diversidade. "Levarei o poder da diversidade e da coragem. Simbolizo a união entre diferentes culturas, meu papel é mostrar que as fronteiras não definem quem somos, mas, sim, nossa força interior e capacidade de adaptação. Representar um país que me acolheu como lar independente. de ter origem italiana é um lembrete de que podemos criar conexões profundas, mesmo longe da nação onde nascemos", ressaltou a vencedora.

Glelany também deixou uma mensagem de encorajamento para aqueles que, como ela, saíram de seu país de origem em busca de novas oportunidades: "Diria que elas não estão sozinhas. A sensação de estar fora do lugar é temporária, mas a força que elas têm dentro é eterna. Cada nova experiência traz crescimento, o que parece ser um desafio pode se tornar fonte de grande orgulho e realização. Conquistar o próprio espaço, acolher a identidade multicultural e usar a própria história como inspiração para outras”.

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