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As medidas judiciais contra Deolane Bezerra e Gusttavo Lima foram alvo de críticas do advogado baiano Ivan Jezler. Em entrevista ao apresenador José Eduardo, no programa Bahia no Ar, na rádio Metrópole FM, na manhã desta quinta-feira (26), o criminalista comentou sobre as investigações contra a advogada e o cantor pela Operação Integration, de combate à lavagem de dinheiro por meio de casas de apostas esportivas online.
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No caso da influenciadora, Jezler discordou da decisão adotada pela juíza Andrea Calado Cruz, principalmente sobre a restrição de se manifestar imposta após conceder prisão domiciliar para investigada. "Caso Deolane houve a decretação da prisão preventiva e substituída por prisão domiciliar, e depois revogada. Quando a juíza determinar a domiciliar, ela determinou algumas medidas cautelares, que limitam a liberdade de expressão e não deveriam ter sido impostas. A juíza não poderia impor medidas cautelares que não estão prevista na Lei", declarou.
"Não pode restringir todas as emoções à devolução de uma liberdade. É um absurdo. Foi mais uma medida desnecessária", destacou.
O posicionamento foi reforçado sobre a questão envolvendo Gusttavo Lima, onde o advogado baiano classificou sem fundamento. "Foi imposta também a prisão de Gusttavo Lima e depois revogada. No caso dele, com a suposta necessidade de garantir a ordem pública porque ele teria dado carona a um casal de investigados, mas ficou comprovado que a carona foi antes da prisão preventiva ser imposta e a prisão seria desnecessária. [...] Não é fundamento, não há nenhuma hipótese da favorecimento e não se configurou que ele tivesse intenção, sendo que a prisão nem tinha sido emitida".
Responsável pela defesa do ex-jogador do Vitória, Victor Ramos, na acusação de manipulação no resultado de jogos enquanto atuava pelo Juventude, o criminalista enfatizou os danos causados por acusações antecipadamente julgadas sem respeitar o decorrer de todo processo. "A denúncia foi recebida, mas não houve julgamento, nem se quer houve audiência. É um dano irreparável. Não tem como voltar e reparar todo dano moral de um sujeito que tinha alguns anos de carreira pela frente e foi prejudicado por causa disso".
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