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VÍDEO: Esposa de Buzeira revela por que rapper pegou espingarda durante ação da PF e faz acusação pesada contra policiais

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Bruno Alexssander, o “Buzeira”, foi preso durante operação que investiga lavagem de dinheiro envolvendo apostas online e tráfico internacional de drogas  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / TV Globo
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 20/10/2025, às 09h46



A influenciadora digital Hillary Yamashiro, que é casada com o também influenciador Bruno Alexssander Souza Silva — conhecido nas redes como Buzeira — se manifestou nas redes sociais sobre a operação da Polícia Federal que teve como alvo o casal na semana passada. Bruno foi preso durante a Operação Narco Bet, que apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro por meio de casas de apostas e envolvimento com o tráfico internacional de drogas.

Hillary comentou especificamente sobre as imagens de câmeras de segurança que mostram o marido segurando uma espingarda momentos antes da entrada dos agentes federais. Segundo ela, o casal acreditava que estava sendo vítima de um assalto.

“Eram cinco da manhã, a gente acordou com barulhos estranhos e tiros. Achamos que eram bandidos tentando invadir a casa. O Bruno pegou a arma para se proteger, como qualquer pessoa faria. A gente não tinha ideia de que era a polícia”, afirmou. “Ele não foge da polícia. O Bruno não tem motivo para isso.”

A influenciadora, que tem mais de 3 milhões de seguidores no Instagram, também disse que tentou acionar as autoridades durante a confusão. “Pedi para o meu advogado puxar o histórico da ligação. Eu liguei pedindo socorro, achando que tinha criminoso dentro da minha casa”, relatou.

Hillary ainda acusou os agentes da Polícia Federal de abuso de autoridade. De acordo com ela, os policiais teriam invadido a casa sem aviso, quebrado câmeras de segurança e a empurrado durante a ação — mesmo ela estando grávida e com a filha pequena no colo.

“Eles entraram como se fôssemos criminosos. Arrebentaram portas, quebraram vidro, derrubaram câmeras e destruíram a casa inteira. Até Red Bull tomaram como se fosse deles”, reclamou.

Esquema bilionário

A operação Narco Bet é um desdobramento da Narco Vela, deflagrada em abril deste ano após a apreensão de quatro toneladas de cocaína em um veleiro de bandeira brasileira, na costa da África. A investigação, que contou com apoio da polícia alemã, revelou um esquema internacional de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro com ramificações no Brasil e no exterior.

Segundo a Polícia Federal, parte do dinheiro oriundo do tráfico teria sido “lavado” por meio de empresas de fachada ligadas ao setor de apostas eletrônicas — as chamadas bets. Entre as plataformas investigadas, estão a BRX.BET e a RICO.BET, ambas associadas a Buzeira.

O núcleo financeiro do esquema seria comandado pelo empresário Rodrigo de Paula Morgado, que já era investigado desde a primeira fase da operação. Ele é apontado como responsável por movimentar mais de R$ 313 milhões entre 2019 e 2024, incluindo transações de R$ 100 milhões em criptomoedas.

Morgado operaria como uma espécie de “banco privado” para os demais membros da organização, realizando transações por meio de empresas de fachada e contas em nome de terceiros — entre eles, familiares e sócios ocultos.

Ligações com influenciadores

As investigações apontam que Buzeira e outros influenciadores digitais, como Tacio Costa (o “T10”) e sua esposa, a também influenciadora Ingrid Ohara, faziam parte do esquema. Conversas interceptadas indicam que Morgado teria pago diretamente por bens de luxo em nome de Buzeira, como uma lancha de R$ 400 mil, imóveis de alto padrão e itens que somam centenas de milhares de reais.

Documentos revelam ainda a emissão de uma nota fiscal de R$ 50 milhões pela empresa Buzeira Digital, além do uso de familiares do influenciador — como o irmão, Lucas Fernando Silva, conhecido como “Mingau” — para movimentar recursos suspeitos. Em apenas dois meses, R$ 590 mil teriam sido transferidos para contas ligadas a ele.

Prisões e defesa

A operação cumpriu 11 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão em estados brasileiros e também na Europa. Foram presos Buzeira, T10, Ingrid Ohara, Morgado e outros nomes ligados ao esquema.

A defesa dos influenciadores nega qualquer irregularidade. “Bruno cumpre rigorosamente suas obrigações fiscais. Ele não está envolvido em atividades ilegais e não participa de quaisquer atividades criminosas”, afirmou Jonas Reis, advogado de Buzeira.

Já o advogado de T10, Felipe Cassimiro, classificou a prisão como “injusta” e disse que a relação entre seu cliente e Rodrigo Morgado era apenas profissional. “A decisão se baseia em transações entre cliente e contador, algo absolutamente comum. Não há nada que comprove envolvimento com o crime.”

A Polícia Federal, por sua vez, afirma que o foco da operação é desestruturar financeiramente a organização criminosa, atacando diretamente a estrutura que permite que o dinheiro sujo seja reinserido na economia formal.

Classificação Indicativa: Livre

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