Entretenimento
por Gabriela Araújo
Publicado em 09/11/2024, às 00h04 - Atualizado às 07h15
O Samba do São Lázaro, realizado no bairro da Federação, em Salvador, atrai pessoas de várias partes da capital baiana, que se reúnem para celebrar a música em rodas de samba que atravessavam a madrugada. No entanto, após denúncias de pessoas que moram nas proximidades, o tempo de duração do evento foi reduzido, passando a acontecer das 20h às 22h.
Ao BNews, o produtor cultural Elcian Gabriel, um dos organizadores do evento, afirmou que os responsáveis pelas reclamações não são pessoas que moram na região onde a festa é realizada, mas sim moradores de prédios próximos. Ainda segundo ele, o evento movimenta a economia do bairro.
“A comunidade, em si, não está descontente com o que vem acontecendo no Samba do São Lázaro. O samba vem fomentando para o bairro coisas muito positivas, vem trazendo turistas, pessoas influentes, artistas famosos, trazendo fonte de renda para os moradores, para a galera que se articula para montar suas barracas”, disse ele.
A situação repercutiu depois de denúncias do vereador Duda Sanches (União Brasil). "A festa, que se inicia às 21h e se estende até a manhã do dia seguinte, chegando a ser encerrado às 6h. O evento tem comprometido a qualidade de vida de muitos moradores da Federação e Ondina, que são obrigados a enfrentar noites em claro devido ao barulho", disse o vereador.
Em entrevista para a nossa equipe de reportagem, ele declarou que já se dispôs a ajudar a regularizar o evento. "Me preocupei muito em ajudar a turma do samba a se regularizar nesse sentido, porque é um evento importante e gera muita renda. Hoje, vai ter a primeira edição depois dessas reuniões e já espero ver mudanças muito positivas", declarou Duda Sanches, nesta sexta-feira (8).
Nívea Rodrigues, de 48 anos, é moradora da Federação e apoia a realização do samba. “Não incomoda em nada. Todo mundo precisar ganhar seu ‘ganha pão’. Sou nascida e criada aqui, não me incomoda, nem incomoda ninguém aqui. Sempre teve essa tradição aqui, ninguém nunca falou nada. Não tem confusão, não tem briga e ajuda a comunidade. É um pagode que pode ir até de manhã. Não são os moradores daqui que estão incomodados, são os moradores dos prédios, porque, aqui, ninguém quer ver ninguém feliz”, relatou.
Josafá Rodrigues, 48, músico e frequentador do evento, defende um acordo que favoreça todos os envolvidos. “Na capital que nós vivemos, onde a cultura é essencial, onde nós trazemos as pessoas para cá, é necessário um acordo. Pode se estender um pouco mais ou começar um pouquinho mais cedo o samba, mas tem que ter espaço para todo mundo. Tanto os músicos respeitarem os moradores quanto os moradores cederem um pouquinho”, afirmou.
Laura Barbosa, 15, também mora na região e não aprovou a mudança. “Tem gente que vem de longe para o samba, porque gosta. Quando chega aqui, não tem nem mais tempo de aproveitar. Então, para mim, ficou muito ruim, não gostei que trocou o horário, não”, declarou.
Classificação Indicativa: Livre
Lançamento com desconto
Congresso Internacional
cinema em casa
som poderoso
Imperdível