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Nesta segunda-feira (21), a escritora, educadora e influenciadora baiana Bárbara Carine, conhecida como Uma intelectual diferentona, reagiu com críticas às falas racistas e transfóbicas da apresentadora Antônia Fontenelle contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). As declarações da youtuber viralizaram nas redes sociais nesta sexta-feira (18), gerando repercussão e indignação.
Em vídeo publicado no YouTube, Fontenelle criticou o voto de Erika contra o aumento das penas para crimes hediondos e proferiu ataques pessoais, dizendo:
“Entre os votos contrários estão de Erika Hilton, esperar o que de você, né? Que tinha um nariz desse tamanho [fazendo sinal com o dedo] e um cabelo de preta, que é o que você é, preta, e um discurso mentiroso”.
A apresentadora ainda afirmou:
“Parem de querer ser brancos e ser loiros porque vocês não são. Você também não é, querida. Por causa desse voto, você, Erika Hilton, é minha inimiga. E a gente vai dar de cara logo, logo. Anota o que estou te falando.”
Fontenelle prosseguiu com ataques ao cabelo e à identidade racial da deputada:
“Votar contra pena pra estuprador, é um estupro. Se dê ao respeito, porra. Você é preta, do cabelo duro, como todos os pretos são. E isso não é demérito. Mas você não quer ser uma preta do cabelo duro, quer ser uma branca loira.”
Finalizando o vídeo, a influenciadora fez uma ameaça direta:
“Só que não é e nunca vai ser. É uma trans que teve a chance de mostrar que poderia ter caráter, independente de ser uma trans ou qualquer outra coisa. Mas você não tem. E eu não sou o Nikolas [Ferreira], se vier pra cima de mim eu puxo a peruca e te deixo careca… porque, ó, isso aqui é meu [disse, puxando o cabelo] e ninguém vai mudar essa porra.”
Em resposta, Bárbara Carine publicou um vídeo em que analisa e condena os ataques de Antônia Fontenelle, destacando três pontos importantes:
“O primeiro ponto é que não importa que você tenha um filho negro como a Antônia Fontenelle tem. Não importa que você tenha sido casada com um amigo como a Antônia Fontenelle foi. Não importa que você tenha amigos negros, enfim. Você não vai ser excluído da condição de ser racista por se relacionar com alguma pessoa negra no seu convívio social. Você pode, inclusive, ser racista com essas pessoas.”
Ela destacou ainda o tom odioso usado pela apresentadora ao falar sobre a cor da pele de Erika Hilton:
“A segunda questão que a gente vai refletir aqui é o modo como ela fala preto, né? Ela fala de um modo odioso, porque às vezes as pessoas ficam desconfortadas, eu só não sei se falar preto, negro, falar gaguejando, não sabe como empregar bem os termos. Não é sobre o termo em si, é sobre como. Perceba que ela coloca toda uma energia de ódio na palavra preto para falar que a Erika é preta, né? E é sobre isso.”
Bárbara Carine ainda ressaltou a violência racial e a tentativa de deslegitimar Erika Hilton a partir de seu marcador racial:
“O último ponto que eu trago aqui é que a Erika é uma mulher negra, assim como eu, de tez da pele mais clara, né? Ela não é o último tom, ela não é retinta. Mesmo com essas variações de tez da pele para pessoas negras, não importa. Sempre um negro.”
Sobre o sistema racial e as dificuldades enfrentadas, Bárbara explicou:
““Ah, mas eu tenho a cor da pele mais clara, eu tenho passabilidade.” Não, pro sistema você não tem. O sistema vai sempre te hackear como um negro. E o negro, na pior leitura da negritude que ele tem, que é o preto. Você é preta.”
A influenciadora concluiu seu posicionamento com solidariedade à deputada e confiança na justiça:
“Tá bom? Eu encerro aqui deixando a minha solidariedade a Erika Hilton. Já vi que ela abriu um processo contra a Antônia Fontenelle, que é causa ganha, né? Então vamos só esperar esse dinheiro cair na conta da Erika Hilton, porque racista tem que pagar assim, doendo no bolso.”
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