Entretenimento
Durante participação no videocast “Conversa Vai, Conversa Vem”, do jornal O Globo, a cantora baiana Simone revelou que foi vítima de estupro na infância. O depoimento foi divulgado nesta terça-feira (23).
Natural de Salvador, a artista contou que o crime foi cometido por um homem próximo da família, que frequentava a casa e era visto como alguém de confiança pelos pais.
“Você tem a noção do que é um homem abusar de uma criança, o estrago que faz na vida de uma pessoa? Eu era criança. Eu era criança. Como é que uma pessoa, ele tenta colocar o pau dentro da boca de uma criança? Nem cabe...”
Ao falar sobre as consequências da violência, Simone destacou que as marcas do abuso permanecem até hoje. “Jamais vou perdoar. É destruição total”, afirmou.
No relato, a cantora classificou o crime como uma “doença gravíssima” e disse que situações como essa deixam marcas profundas, como medo e insegurança. Ela também defendeu que pessoas condenadas por violência contra crianças cumpram pena em alas separadas no sistema prisional.
Em um dos trechos mais fortes do depoimento, Simone desabafou sobre a revolta que sente até hoje. “Esses, esses não têm perdão. Não têm perdão. […] Uma destruição total isso. Total. Não tem perdão”, disse.
A artista também ressaltou que o agressor era alguém próximo da família e reforçou que nunca conseguiu perdoá-lo:
“Claro que eu tenho raiva dessa pessoa, até hoje. Essa pessoa não é perdoada. Pra mim, não é perdoada. Jamais é perdoada”, completou.
Ao final, Simone ampliou a reflexão ao falar sobre a violência contra mulheres e crianças no país e classificou o cenário como duro e preocupante.
Repercussão na web
O depoimento da cantora Simone sobre ter sido vítima de estupro na infância gerou forte comoção e repercussão nas redes sociais. Após a divulgação da entrevista, milhares de pessoas usaram os comentários para prestar apoio à artista e compartilhar experiências pessoais semelhantes.
Entre as manifestações, muitas mulheres relataram que também sofreram abuso ou assédio ainda na infância. Uma internauta escreveu:
“Não conheço nenhuma mulher da minha geração que não tenha sido, no mínimo, assediada por um homem adulto quando ainda era uma criança.”
Mensagens de carinho e solidariedade também se multiplicaram. “Simone eu queria te dar um abraço bem apertado. Da pra sentir a dor na sua fala ❤️”, comentou uma seguidora. Outra afirmou: “Uma dor sem cura. 💔”.
O tema também despertou reflexões sobre silêncio, perdão e responsabilização. “Não tem perdão e nem tempo que cure. Jamais esquecemos. Jamais.”, escreveu uma usuária. Já outra destacou: “Fico com raiva quando me diz - você tem que perdoar! Eu não quero e não vou perdoar. Como disse a Simone, o estrago é incomensurável.”
Houve ainda comentários que ampliaram o debate para a violência estrutural e o silenciamento das vítimas. “O mundo sempre foi violento. As vítimas estão falando sobre isso agora. Às vezes, décadas depois. Ninguém ouvia antes. O mais inacreditável é que, agora, quando muitas conseguem falar, há um movimento de silenciamento 😢”, publicou uma internauta.
Alguns relatos trouxeram experiências pessoais marcadas pela dor, mas também pela tentativa de superação. “Passei por isto anos e anos. Não sei se sinto mais raiva da minha mãe que foi conivente por anos ou se de meu padrasto. Enfim. A segue. Me reinventei! Aprendi e aprendo lidar com isto todos os dias. Minha Vingança: sou feliz.”
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