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O ator baiano Wagner Moura falou sobre o atual cenário político dos Estados Unidos durante uma entrevista concedida a Leo Paiva, do perfil Nordestinos pelo Mundo, exibida nesta sexta-feira (24). O artista, que vive no país há alguns anos, relacionou o contexto real com o enredo de um dos seus filmes mais recentes, Guerra Civil, destacando que a ficção parece cada vez mais próxima da realidade.
“Quando você olha o cenário atual nos Estados Unidos e no mundo, essa ficção que você fez, ela não parece uma ficção, né? questionou o entrevistador.
“Infelizmente. Na época já não parecia. Agora pior ainda”, disse Moura, ao refletir sobre o longa.
Durante a conversa, o ator falou sobre o clima de tensão em cidades norte-americanas, especialmente em Los Angeles, e criticou o tratamento dado a imigrantes pelo serviço de imigração norte-americano (ICE).
“Esse clima lá... Sobretudo em Los Angeles, sobretudo com o negócio do ICE. Porquê... com os imigrantes. Eu conheço muitos imigrantes ilegais. E conheço, inclusive, a Bárbara Marques, uma menina massa, cineasta, que caiu numa armadilha total”, contou.
Wagner relatou o caso da brasileira que foi deportada mesmo sendo casada com um cidadão americano.
“Chamaram ela pra regularizar a situação dela, o Green Card. Quando chegou lá, botaram no avião e mandaram ela embora”, disse.
O ator comparou a perseguição a imigrantes à atuação de regimes autoritários em períodos sombrios da história.
“E todo o papo de que tinham que mandar os bandidos embora... as pessoas tinham ficha queimada. Estão chegando na escola, igreja, os caras mascarados. Lembra momentos terríveis da história do mundo. De fascismo mesmo. Então é preocupante. Eu acho preocupante isso, que existe uma clara escalada autoritária nos Estados Unidos.”
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