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Vingança? Juíza que aceitou denúncia contra Oruam teve tragédia familiar causada por traficantes do Comando Vermelho

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A denúncia contra Oruam foi feita pelo Ministério Público após um ataque a polícia  |   Bnews - Divulgação Reprodução | Redes Sociais
Emilly Giffone

por Emilly Giffone

emilly.giffone@bnews.com.br

Publicado em 02/08/2025, às 11h52



A denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) contra Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, que levou a sua prisão, foi aceita pela juíza Tula Correa de Mello. O marido da magistrada, um policial, foi morto por traficantes do Comando Vermelho, no início do ano.

A juíza e o marido, João Pedro Marquini, estavam em carros separados na Grota Funda, Zona Oeste do Rio, quando ele sofreu uma tentativa de assalto e foi baleado. Tula estava em um veículo blindado, chegou a ser atacada também, mas não foi atingida, segundo informações do jornal Extra.

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Quatro meses após o ocorrido, no dia 30 de julho, a juíza lamentou a morte do marido nas redes sociais. “As pessoas me perguntam com frequência 'Como você está?'. Estou indo; estou bem. Mas a verdade é que eu jamais estive bem. Como suportar ver seu amor ir embora, sem chance de despedida. Como entender tanta crueldade. Na vida de quem sempre lutou por justiça", publicou ela.

No último dia 21, Oruam e os amigos impediram que um jovem procurado por tráfico e roubo fosse preso. Além desse, ele responde a outros sete crimes: tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência qualificada, desacato, dano qualificado, ameaça e lesão corporal.

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