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Viúvo de Gilberto Braga perde recurso contra Globo por salário milionário do autor; entenda

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De acordo com o víuvo, Globo não pagou o último salário do escritor  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Globo
Andreza Oliveira

por Andreza Oliveira

Publicado em 01/04/2025, às 14h21



Edgar Moura Brasil, decorador e viúvo do autor de novelas Gilberto Braga, que morreu em 2021, perdeu recurso em segunda instância de um processo que move contra a rede Globo, para que o canal carioca pagasse o último salário do escritor, avaliado em R$ 290 mil. 


Conforme a coluna F5, do Folha de São Paulo, Edgar alega, nos autos, que a emissora dos Marinho não cumpriu o último mês de acordo com o escritor antes de sua morte. O valor é a soma do seu último salário, de R$ 200 mil, mais juros e correções. 


De acordo com a Globo, a cobrança tem duas questões. Uma delas é que se trataria de uma solicitação irreal e excessivo da sua parte. 


Inclusive, todos os valores pagos no contrato foram cumpridos. No mês de dezembro de 2021, Gilberto já não estava mais vivo, o que, segundo a empresa, impedia qualquer tipo de pagamento. 


Edgar contestou a posição da emissora dos Marinho por meio dos seus advogados. Para ele,  o canal carioca confirmou em sua manifestação que está em pendências. 


"A Globo confessa que efetuou o pagamento de todas as parcelas, com exceção apenas da parcela com vencimento em 12/08/2021. Diante disso, questiona-se: qual serviço não teria sido prestado capaz de especificação a retenção do pagamento da última parcela? Qual reunião artística ocorreu no período que a Autora deveria ter participado e não ocorreu? Houve convocação? Cadê a prova?", questionou a defesa. 


O decorador havia perdido em primeira instância, mas recorreu, com a justificativa de que havia algo de errado no caso. A Juíza, entretanto, não ficou convencida dos argumentos. 


"A sentença foi clara em relação às cláusulas do contrato objeto da lide. O embargante, na realidade, pretende a revisão do mérito da sentença que julgou improcedente o seu pedido", disse a magistrada.

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