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O ator baiano Wagner Moura afirmou, em entrevista publicada nesta terça-feira (7), que a democracia brasileira atravessa o seu melhor momento, chegando, segundo Wagner, a “tirar onda” dos Estados Unidos.
Atualmente morando nos EUA, Moura está em Salvador para apresentar a peça “Um Julgamento – Depois do inimigo do povo", que marca seu retorno ao teatro após 16 anos. Na produção, o ator interpreta um personagem que afirma que “a democracia permite que uma maioria de imbecis persiga uma minoria”, disse à Folha de S.Paulo.
Questionado se essa fala refletiria uma crítica ao sistema democrático, o ator negou veemente: “Nossa democracia não é falha. Inclusive, a democracia brasileira está no seu melhor momento. A gente está tirando onda dos americanos”, declarou.
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Wagner também explicou ainda que o discurso de seu personagem vai além da política: “Aquele texto é sobre a democracia, mas também sobre a verdade, e sobre como o ocaso da verdade mina a democracia. É um discurso que entra num terreno pessoal”, disse.
Premiado no Festival de Cannes por sua atuação em “O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho, o ator também comentou a polêmica envolvendo seu nome e o presidente norte-americano, Donald Trump.
Em setembro, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) usou as redes sociais para sugerir que o governo dos Estados Unidos investigasse e até deportasse Moura, chamando o ator de “extremista” por suas críticas a Trump.
O parlamentar ironizou dizendo que as autoridades americanas deveriam “dar uma olhadinha” no brasileiro. Em resposta, o ator reagiu com sarcasmo: “É ridículo. É muito vira-lata, muito colonizado. É tipo chamar a professora: ‘Tia, o Wagner está fazendo sei lá o quê’. Essas ameaças não significam nada. Se eu for investigado e punido pelos EUA, será a maior contradição da direita mundial.”
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