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A eleição para a nova Mesa Diretora do Conselho Municipal do Carnaval e Outras Festas Populares (Comcar), realizada nesta terça-feira (22), terminou com a reeleição de Washington Paganelli para a presidência do órgão. Ele recebeu 18 votos — o equivalente a 82% dos votos válidos — contra quatro do candidato Albry. Também foi eleito o conselheiro Pedro Costa como coordenador executivo do Carnaval 2026, com 92% da preferência.
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Apesar da maioria expressiva, o resultado não veio sem polêmicas. Representantes do segmento dos Afoxés protocolaram um pedido formal de impugnação da eleição, alegando que a convocação para o pleito descumpriu regras básicas do regimento interno do colegiado. Segundo o grupo, a Resolução nº 10/2025, publicada no Diário Oficial do Município no dia 8 de julho, violou o artigo 12 do regimento ao encurtar o prazo para inscrição de candidaturas.
De acordo com o documento, assinado pelo advogado e conselheiro Nelson Nunes dos Santos, as inscrições foram encerradas com 88 horas e 30 minutos de antecedência em relação à votação, quando o mínimo exigido pelo regimento seria de 72 horas antes do pleito. “Ao antecipar o encerramento do prazo, o Comcar privou os segmentos de tempo essencial para discussão interna e articulação política, desrespeitando o princípio da isonomia entre os representantes”, argumenta Nelson no pedido.
A peça de impugnação também critica uma possível tentativa de validar o processo com base na “teoria do fato consumado”. Para o conselheiro, essa interpretação não se aplica diante do “flagrante violação de direitos políticos”, o que, segundo ele, compromete não apenas o regimento do conselho, mas também princípios constitucionais como legalidade, moralidade administrativa e devido processo legal.
No pedido, os Afoxés solicitam a anulação da resolução e a suspensão imediata da eleição realizada nesta terça. Em caráter alternativo, requerem o adiamento do pleito e a reabertura do prazo para novas candidaturas, assegurando o cumprimento das 72 horas mínimas previstas em norma.
A eleição ocorre em meio a um cenário de disputas internas e questionamentos sobre a transparência no funcionamento do conselho. Em maio, após decisão judicial, o Comcar foi obrigado a apresentar a lista oficial de conselheiros aptos a votar, sob pena de multa, o que evidenciou ainda mais o clima de tensão entre os diferentes segmentos.
Com base nesses elementos, os representantes dos Afoxés esperam que o Comcar acolha o pedido de impugnação e refaça a convocação eleitoral “com respeito às normas que garantem igualdade de condições entre os segmentos culturais que fazem o Carnaval acontecer”.
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