Entretenimento
por Natane Ramos
Publicado em 16/04/2026, às 17h02
Na tarde de quarta-feira (15), o SBT realizou a gravação do Troféu Imprensa. Pela primeira vez, William Bonner, da TV Globo, compareceu ao evento e comentou sobre a sua saída do Jornal Nacional.
O apresentador levou 33 estatuetas que ele e o Jornal Nacional receberam ao longo dos anos. "Eu tenho 62 anos, mas sempre acompanhei o Troféu Imprensa desde criança, que é um prêmio generoso, que premia talentos, profissionais de outras emissoras, então estou muito honrado", declarou.
"Fazia tempo que eu não ficava nervoso assim, a última vez foi quando eu anunciei a minha saída do jornal Nacional, em 1ª de setembro do ano passado. Depois não, na troca de bastão com o Cesar Tralli eu estava tenso, mas não no mesmo nível. Aqui é muito diferente. Estar num estúdio como esse, com plateia [é muito diferente]", acrescentou.
Bonner também refletiu sobre a sua saída do JN, confessando que não sente saudade do telejornal. "Não, não tenho saudade, porque a minha decisão de deixar o Jornal Nacional têm seis anos. Exatos seis anos. Eu compreendi que era impossível a minha saída naquela ocasião, era pandemia e tínhamos dois desafios pela frente: formar sucessores para dois cargos que eu ocupava, como apresentador e editor-chefe. Ao longo dos anos, o Cesar Tralli emergiu muito naturalmente, inundando a televisão de talento. O Brasil deu a ele essa posição de sucessor para ocupar o Jornal Nacional. Então, não teve a lágrima, não teve saudade", declarou.
Emocionado, William Bonner revelou o que o fez decidir sair do telejornal. "Tive um filho, dos trigêmeos, que foi morar no exterior e isso foi um baque… Eu tô embargando a voz, mas eu vou sair dessa. E quando ele saiu eu pensei: ‘eu só vou ver meu filho quando ele voltar ou eu tiver a oportunidade de ir. E eu faço um programa diário, como eu faço, tenho que marcar férias, essa é uma empresa séria’. E esse evento foi um catalisador fortíssimo, porque depois outra filha também foi morar no exterior. Isso muda a perspectiva das coisas", relatou.
"Por muito tempo, eu já não era uma pessoa na rua, eu era um avatar. Eu simbolizava muita coisa, como um de seus apresentadores, e também o jornalismo da Globo. E quando você se transforma quase que em um avatar, você está sujeito aos extremos, ao carinho e ao ódio. E eu experimentei as duas coisas ao longo dos anos", explicou.
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